19.9.12

encontro


e depois demos as mãos. Era Janeiro uma noite fria e tudo o que nos aproximasse dava-nos mais conforto. Caminhámos, ao lado o  silêncio e numa fraga vazia depositámos os 2 corpos que transportávamos há muito e regressámos ao nosso encontro. Nada de palavras.
As estrelas estavam muito próximas e eram demasiadas para nos deixarem um intervalo apenas nosso. Era fácil ser generoso nas visões.
 
Quando as estrelas acabaram por se diluir no dia que aconteceu ainda tinhamos as mãos juntas como duas conchas cheias de nada. E, por um halo de luz que nos atravessou sem mais, ambos olhámos 1 para o outro, com um sorriso que esculpiu o instante no livro do mundo.


10/11-Janeiro. 2011

1 comentário:

Anónimo disse...

gosto ..poeta