24.9.18

Rhiannon Giddens ( Ruby)

a ciência do elefante

trabalho artístico de : j. a. m. ( vendido a colecionador anónimo por 10.000 libras )
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Dead Can Dance ~ Nierika: https://youtu.be/Fxo_gpGFXaU


Acorda




" torne-se presente e viva cada segundo da sua vida de hoje
 desperto & consciente 
para a:

 vida "




link:

Recuerdos




"(...) verificadora de la realidad que deberá coincidir con sus recuerdos, debe poder confiar en su memoria y en la validad de su saber."




Otis Redding (Satisfaction)

série : o(s) grito(s)

algures. foto. j. a m. + 2 amigos
~
os amigos são como girassóis nos nossos íntimos jardins.
mal escurecemos, eles iluminam-nos.



(série): DIÁSPORAS AO DEUS~DARÁ

foto: j. a. m.



Santo Antão, a ilha dos andarilhos



Quando cheguei a Porto Novo, através de um ferryboat que dançou toda a viajem desde São Vicente, dei-me conta que não tinha 1 escudo em algum bolso. Máquinas automáticas por ali também não. Mais uns minutos adiante o gerente da única dependência bancária no local, após uma conversa que tentou ser convincente & persuasiva e até o foi ao cofre da dita e depositou-me 10 contos na mão. Depois paga-meNada habituado a tais gestos apeteceu-me repentinamente beijar-lhe os pés, mas no lugar dos mesmos havia uns sapatos pretos a reluzirem que me estancaram a intenção e ainda fui a tempo do tal bom senso. Após as mais que necessárias palavras da ocasião, amanhã venho ká pagar-lhe/ não é necessário basta depositar nesta conta lá no Mindelo/ Muitíííssimo obrigado e aqui num gesto realmente espontâneo, fiz da sua mão dtª uma pérola entre as minhas duas mãos em concha, olhei-o direto nos olhos e disse-lhe algo onde as palavras não chegam, mas vi logo que ele tinha lá chegado. Os cabo-verdianos são pessoas de uma sensibilidade subtil muito rara e suspeito que a morabeza seja um dos frutos mais visíveis desse estar. [1]
Ficou um sorriso cúmplice matriculado no ar, algo de belo neste mundo, a que regresso algumas vezes pelos imperiosos acasos da memória ou os outros casos que não sei.

E saí para o sol que logo me abençoou num aconchego entre nós tão íntimo, tão normal, que me senti humildemente feliz com os meus botões, neste caso de rosas que brotaram de repente à frente dos meus olhos deslumbrados, kual milagre mais uma vez acontecido por estas paragens íngremes, suadas, deslumbrantes.
E então chamei a namorada que estava visivelmente em baixo devido à situação nesta outra altura já resolvida. Dei-lhe uma explicação por alto acerca do milagre acontecido, metemo-nos num “hyace” que estava por ali à espera de ficar cheio e lá fomos sem precisarmos de saber qual o destino. A certa altura o motorista resolveu fazer uma stopagem mais ou menos breve numa montanha altíssima cujo nome não me ocorre agora, mas ocorre-me muito bem a beleza estonteante das paisagens que se multiplicavam entre si nas incontáveis pontes do olhar. Lá em baixo o desenho de um telhado de milho seco outro além, mais uma cabra ou outro animal manso, ligados ao silêncio de basalto que murmurava algures num ribeiro vivo por aquelas “levadas”.

Desembocámos em Ribeira Grande *, um tanto ou quanto azoados pelos ziguezagues do percurso começámos por enxergar algumas casas juntas com as portas e as janelas de cores vivas claramente, o cheiro do marisco a toldar tudo muito parado aparentemente com as raízes afundadas nos desígnios de uma ilha, onde jovens dengosas deitadas sobre os muros das suas vidas & amornecidas pelo sol alongavam as belas pernas nuas para o mar que estava bravo & os machos entretinham-se convictamente a jogar o “úril” [2] entre os meandros das bolinhas verdes escurecidas por muitas gerações e protegidos pelas sombras bafejadas por um marmulano.

Como todos sabemos, quando estamos bem o tempo é outro [3] e, entretanto, chegou a hora já pago o bilhete de re-
torno lá me arrankei do lugar e só eu e Deus é que sabemos com que esforço transportámos dali os olhos os ouvidos o corpo inteiro a transbordar em ondas. Quando me aproximei de Mindelo num outro ferry ainda mais baloiçado reparei no habitual nevoeiro agora aceso pelo pôr-do-sol que acontecia sobre a cidade. Também re/parei que estava só e quase tinha a certeza de ter ido com a namorada.

                     
Desembarquei com aquele maralhal todos muito coloridos por todos os lados, à espera havia outros aromas atlânticos que me acompanharam até ao “café Poeta” onde troquei algumas frases com uns amigos acerca de algo que talvez fosse relevante na altura. Para variar, fui jantar à esplanada do Grande Hotel, bem acompanhado pelo bulício redondo da Praça Nova e, por fim, abri-me à noite mindelense e fiquei com a impressão que fui engolido pela mesma francamente já não me lembro de + nada


* link.



(ilha de S.to Antão. Cabo Verde)


- raskunho Nº 330 -

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[1] " É por isso que te aconselho a tomares lição nessa gente para depois falares, com propriedade, da sua vida e das suas lutas. Se queres falar de dor, sofre primeiro. Sem isso não mereces o mandato”.
(Manuel Lopes, escritor.)

[2]  " Pensa-se que o jogo terá sido inventado pelos egípcios que depois o levaram para a Ásia e Filipinas. Mais tarde, chega à África Negra, e região do Sahara. Por volta do século XV ou XVI, os escravos terão levado o úril da África para a América, mas atualmente apenas há registo de que se pratica nas Antilhas”, explica Albertino Graça, praticante de úril e autor do livro “Jogo de Uril: Regras, Estratégia e Teoria” (Edição da ONDS - Organização Nacional da Diáspora Solidária, Mindelo).


[3] O que prova evidentemente a sua inexistência.

22.9.18

Vulindlela ~ Brenda Fassie (Cover by Flaccida)

(série): Diásporas ao Deus~Dará



Ponta d’Areia



Estou na Ponta d’Areia [1]. Deitado ou sentado à sombra, aí uns 30 e tal graus. O guarda-sol é cor de mangas maduras e eis à minha frente o mar vivo e aceso. Do céu vários azuis luminosos descem naturalmente sobre tudo o que é vida.
À minha volta, o povo espraia-se finalmente no seu domingo.
As crianças vivem à solta por aqui, onde o mar deslaça dia & noite as suas ondas e elas, as crianças, dão cambalhotas e correm chapinhando a água dócil, entre pequenos sal/tos de quem está mesmo felizmente feliz e quer, continuar assim, sem precisar de o querer.
Há gazelas morenas, umas a seguir às outras, é difícil acompanhar com a merecida atenção tantos ritmos ondulantes e belos, sob este sol de Deus.
Passa uma caipira [2] com o peso dos anos no rosto grudado pelo sal que vagueia pela aragem e com uma caixa transparente no braço leva ovos de codorniz, camarão cozido, umas comidas que outros irão comprar, com certeza.
Olhando para trás, vejo 2 candeeiros públicos ainda acesos, o que não me espanta (pois em Portugal também acontecem estes  descuidos) a despontarem entre as cabeleiras verdes das árvores sossegadas e claramente alheadas do assunto. É de lá - dessas bandas - que chegam até aqui aquelas músicas populares, sempre a tocarem as esferas do coração. Muitas pessoas cantam-nas em grupos e alegram-se simplesmente assim.
Um papagaio caiu, tombou mesmo agora a meus pés e re/paro que é feito de plástico, que já foi saco de supermercado + uns pauzinhos de coqueiro aliados, e ainda mais agora, o menino já o ergueu no ar e aquela coisinha frágil como Tudo, dá curvaS sozinho com a cauda louca sem tino e esburaca o espaço, rodopia veloz e depois ,,, cai outra vez no chão aparentemente sólido do mundo e a criança continua a ser criança a brincar e já é muito, tomara eu.
A menina do bar, mini-saia de ganga boa perna, camiseta vermelha desabotoada, bandeja prateada na mão esquerda, já aviou mais umas garrafas de Sol [3]  a uns jovens que estão pr'ali num forrobodó evidente e regressa ao balcão, esvoaçando um olhar geral pelas mesas dos seus clientes.
Um bandozinho de sabiás-da-praia passa à frente do meu olhar a rasarem o grande areal, com cadeiras & mesas azuis, vermelhas e brancas e desaparecem numa curva uníssona do tempo, o que é feito deles? pensei, enquanto uma outra parte de mim se regala a misturar as cores do cenário em jogos infindáveis.

Lá adiante, lá mesmo ao fundo, onde o céu se afunda numa tira horizontal de água mais cintilante no brilho, faz-me lembrar que amanhã irei a St. º António de Alcântara, por onde um touro [4] passeia a sua estrela de cinco pontas na testa carimbada, em noites de lua cheia.


 (São Luís. Estado do Maranhão. Brasil)

- raskunho Nº 322 -




[1] Praia localizada a cerca de 4 km do centro da cidade de São Luís, muito movimentada principalmente aos fins de semana, pela população local.

[2] Pessoa humilde do campo, da roça, do interior do Estado.

[3] Marca de cerveja brasileira.

[4]https://youtu.be/WdMWKzRiooY . Segundo uma interpretação livre e segundo  lendas populares, na lha dos Lençóis, D. Sebastião mora num palácio de cristal que se ergue no fundo do mar próximo à ilha considerada encantada. Consta que o rei vagueia pela praia, durante a noite, na forma de um touro com uma estrela de ouro (ou de prata), na testa. Se alguém conseguir atingir a estrela e ferir o touro, o seu reino será desencantado e D. Sebastião poderá regressar a Portugal.

17.9.18

( 3ª postagem de: Sir aLgood )


(série): Diásporas ao Deus~Dará




ESTRELAS APAGADAS

foto de J.A.M. - Póvoa do Varzim-Set.2018
~
http://www.ofportugal.com/cego-do-maio-jose-rodrigues-maio-um-verdadeiro-heroi-do-mar-portugues/

Já a noite tinha sido iniciada, os pescadores juntos sentados calados curvados olhavam presos por um fio emaranhado de leves & ondulantes pensamentos o horizonte como quem lia 1 texto antigo.
Entretanto as nuvens de um lado para o outro, fragmentariamente orquestradas pelo seu próprio destino, lá iam impavidamente diferentes. Nada se cruzava e tudo estava ligado.
Os barcos continuavam a baloiçar o cais. O mar sempre estivera ali como se fosse eterno. Como um eco longínquo que ainda perdura pelo poder dos olhares de muitas gerações.
E os pescadores aguardavam como quem espera e também não, a hora da partida. Em casa os filhotes choramingavam por comidas diferentes e as mães afagavam-lhes os cabelos, com um sorriso esboçado junto ao aconchego do útero.

Os pescadores, disse-me um dia um amigo vagabundo nas viagens, viraram estátuas fixas e ali estancaram para o gáudio dos turistas que acudiam aos magotes & as crianças agora pediam moedinhas com uma vida inteira moribunda nos olhares.




 J.A.M. 

(rasscunho Nº 171)



(Póvoa do Varzim. Douro Litoral. Portugal-1999)








( AVISO aos meus Leitores )



O José Alberto Mar, resolveu Avisar os seus leitores de que, existe um livro intitulado : " O Inventário do Sal " editado por ?, do poeta José Alberto Postiga *, mas que mercê de uma cambada de lapsos de pessoas , a meu ver, muito distraídas, digamos assim, circulou desde o seu lançamento num evento literário (Fevereiro de 2017), com a autoria de José Alberto Mar.
Na altura (e para que a presente tentativa de esclarecimento tenha a eficácia possível) o poeta  & artista visual, José Alberto Mar (pseudónimo registado na SPA , em 1988, + ano - ano), após ter sido informado de tais confusões, procedeu segundo aquilo que  as suas normas éticas lhe ditaram, mas perante a evidência de que realmente, (pareceu-lhe, na altura) existe o facto de haver pessoas com os habituais 2 ouvidos mas que não os utilizam, como creio bem ter sida a intenção de Deus ao oferecer-lhes tais apetrechos, então 1 tanto ou quanto consternado, entregou o caso às entidades que julgou serem as mais convenientes, em termos de uma pressuposta legalidade , para efetuarem o seu devido trabalho.

Como tinha um compromisso inadiável no estrangeiro & não tem tempo para estas trapalhadas, foi-se à Vida e , agora voltou ao assunto, simplesmente e somente, por uma questão de respeito para com os seus leitores atuais e eventualmente futuros.


* abraço.


Bem-hajam & desculpem a maçada.



José Alberto Mar

14.9.18

postais

Sr. Dr. zé kalunda
~
( presentemente em férias, como consultor do Rei, no Reino do Butão
-.-
P.S. houvesse , lá em Portugal, reis assim concentrados
 nas suas devidas funções  & bem humildes.

13.9.18

koisas de Cuba (2ª dose)




(...) também lhe obedeci.


Aquele facto em si, pareceu-me descabido para o momento cercando a noite deveras concentrada senti-o assim, mas estava 1  tanto ou quanto longe da alegria da vida, reconheci depois. Aos poucos aproximei-me perante a  teimosa imagem das asas impostas pela penumbra (a pirisca continuava acesa) - era uma ave  negra, fulgurante no seu estar ali realmente presente e também tinha havido uma noite de bréu que agora parecia resvalar para. Em função de ambos os lados, algo se deixava explodir como um sussuro por dentro* aparentemente ausente pela desatenção de quem  ainda não sabe. Era, mais uma vez, a figura da espiral no caminho, arquétipo de quem viaja. Então acendendo + um fogo que já era "Romeu & Julieta" (desde 1875), 1 charuto cubano dos buenos, disseram-me alguns amigos do ofício ( & lembro: que sei eu?foi nesta montanha de incálculáveis verdes & flores que só sonhei quando era criança, que eu aprendi como ser, um pouco, mais humano.
Enquanto a ave desaparecia sem deixar rasto algum. Para onde te  piraste, visita? Ainda hoje a vejo algumas vezes, enquanto adormeço: azul ou branca, cor-de-rosas, cor-de-laranjas, por aí.

* e os relâmpagos  sucediam-se & seduziam-me.





(Trinidade. Cuba.)


- rascunho Nº9 -


12.9.18

reflexos

"(...) Dir-me-eis - como também dizem os homens - que não tendes outro modo de vos sustentar. E de que se sustentantam entre vós muitos que não comem os outros? O mar é muito largo,  muito fértil, muito abundante, e só com o que bota às praias pode sustentar grande parte dos que vivem nele. Comerem-se uns animais aos outros é voracidade é servícia, e não estatuto da Natureza (..)"

- "Sermão de Santo António aos Peixes"  de Padre António Vieira -

Raul Seixas ~ Gita ~

11.9.18

a luzinha azul


acrescentando aos dons da noite
o simples coração da luz
onde há estrelas vivas nos olhares
~ cantando ~ dançando ~
nas agrestes curvas da escuridão
que os meus braços despedem
em tantas mãos amigas

- como não vos ser grato ?





( 2ª postagem de: Sir aLgood )

( a partir de foto do androide de  j. a. m., em Habana)

"Sayarat 303" ~ Acid Arab.

9.9.18

koisas de Cuba (1ª dose)



de onde em onda, os relâmpagos ao fundo assinalavam as vertigens da noite. Aconteciam esporadicamente como se fosse por acaso, como se o acaso não tivesse dono. Pareciam lentos nas suas próprias demoras nos olhos até nos sons que só aconteciam às vezes, como as súbitas surpresas que nos caiem bem.

Entretanto
o terraço na escuridão sem algum fim à vista desarmada, até havia estrelas que me permitiam vislumbrear a lua acesa no seu C.Q., e eu pensava: eu cresço eu estou a fazer por isso sem qualquer esforço basta navegar-me, deixar-me conduzir pela luz que me acontece, subir & descer, ser corrimão & escada, já não ser eu, que maçada prazenteira. Depois esquecia-me praticamente de tudo e sentia como as minhas (?)  asas deslizavam, amparadas por uma excelsa luz bem estranha.

Aconteceu-me à uns séculos atrás, às tantas de uma escuridão prolongada na boca escancarada de um lugar aprovado pelos seus deuses bem atentos nestas circunstâncias uma ave "obscura" veio poisar  na mesa onde 1 cinzeiro  de cobre estava na altura  dourado por uma pirisca de Hollywood ainda viva. Olhou-me nos 2 olhos e eu atarantado de todo também (...)


( Trinidade. Cuba. Casa de Yulian.)

- rascunho nº 15 -

postais

-.-   Sr. Dr. zé kalunga  -.-

porque será que me dá para amar os árabes?


link:

https://youtu.be/297klwcKKmI



P.S. god is one.

Bia Ferreira ( " Cota Não é Esmola ")

Obra de CUNDO. Museu Nacional de Belas Artes. Havana.Cuba. Foto do androide de   j. a. m.
~.~.~.~
Link:https://youtu.be/Av_Rn2cegEs

8.9.18

koisas do moleskine



& houve 1 dia que cortei a cabeça, coloquei-a por baixo do braço mais disponível na altura, e fui passear-me. Nada de sangue, nem dramatismos. Apenas uma imagem deambulando pelas ruas sempre improváveis da vida, os olhares interrogados dos meus keridos irmãos mortos, ao longe~ao~longe longínquamente o sopro subtil acolhido num acto em princípio bué de strange nos cardápios gerais, mas claramente - a meu ver - perfeitamente integrado nas coisas realmente vivas do mundo, isto é, da Natureza.
Aos poucos a maçada da posição resolveu-se per si tendo a cabeça entrado paulatinamente para dentro do corpo e indo posicionar-se naturalmente no oceano das infindáveis células do que ainda pensava ser dono.
Deixei-me das ciências macacóides das máscaras, Deus lhes acuda pois sem a  cabeça, como? E, de todas aquelas trapalhadas das divisões infernais:  por um lado penso assim, por outro lado sinto assado, o que fazer? rien; eu sou mais pequeno  do que tu mas  já  sou maior do que aquele, um dia destes vou ser o Maior de todos vocês, os malvados exemplos caiem sempre lá de cima dos desalmados de gema podre, sempre os mesmos heróis na história são eles que a ditam, os impróprios da Humanidade a escumalha maldita seja a eterna deriva abençoada como sempre tem sido,  por deuses sem fim, 1 dia destes, ai! UM dia destes já tudo começou mas eles continuam à deriva por caminhos ímpios de luxúrias vãs & graves distrações humanas e o povo aguarda em silêncio, que remédio, a chama que sempre lhes pertenceu por mérito de muitas fomes & sofrimentos ,
eteceteras.

Hoje ando por aqui ou por ali ou por além, e acontece-me  uma clareza consentânea e unânime, nos meus deles destinos.
O sol vem e volta quando eu quero sem nada querer, a lua também está viva & alegórica é quanto nos basta
Quanto à sede essa me é infinita. Graças a d+EUS.


A bem dizer, tudo está no seu devido lugar e nunca + vo(l)tei atrás.



(rascunho Nº 23)
~

( postagem de: Sir aLgood )

"Pessoas especiais como você têm em si a essência da amizade, para perfumar o mundo com amor verdadeiro. Pessoas especiais são como anjos, com dedos de condão, para tocar com magia o semblante dos que amam. São dádivas de Deus, para abençoar os caminhos daqueles que cruzarem os seus."

(Desconhecido)( P.S foto de meu amigo  taxista Alexis, "el romântico". Trinidade. Cuba. 08-2018)

26.8.18

para alguém será

foto: j.a.m.- Póvoa do Varzim
~

Daniel Castro - Eu vou tocar The Blues For You: https://youtu.be/ioOzsi9aHQQ


foto trabalhada sobre pintura de pintor anónimo cubano-2018
~~~

Alpha Blondy - Whole Lotta Love:https://youtu.be/nxYwlARAxwQ


~ tranquilamente a dança continua ~




Caminhava sozinhamente feliz por um caminho muitos na floresta algures na ilha maior da Caraíbas quando me aconteceram vários pequenos milagres.

(permanente a fonte nunca se esquece de me matar a sede.)

1º atravessei uma ponte elaborada com paus & espessos cabelos de árvores entrelaçados sobre um chão de águas translúcidas até às cores dos peixes tontinhos de todo nas suas  curvas onduladas e depois, cada árvore era um momento feliz para os olhos e aconteciam muitas sucessivamente e em simultâneo, uma após outra havia uma  luz que estremecia a cada instante poisada no centro silente das deslumbradas flores no meu olhar, luz levantada pelas borboletas amarillas que celebravam uma cascata hediondamente abismada no meu prazenteiro banho bem demorado no corpo inteiramente nu, vislumbrando tokoloros e outras aves mais altas & longas nas asas suaves e mais depois, re+parei no tronco de um arbusto movendo-se sozinho sem dono arrastando o único caminho estreito que havia para dentro da mata, qual animal sem patas acossado por alguém o tinha quebrado pela espinha surgiu agora a metáfora, uns turistas intrigados também olhavam aparvalhados (& mal eu apareci eles rodopiaram e desapareceram em bando, eram brancos das europas) , foi mais um espanto ali aos meus pés *, novidades sem preço que a vida nos dá quanto a deixamos entrar e ainda + depois, encontrei duas crianças num outro rio, apanhavam peixinhos com um saco de serapilheira sem qualquer intenção após a brincadeira vi que também os bichinhos brincavam num balde roto de propósito(s) & lá regressavam ao seu imenso paraíso, uma era assim calada & presente no seu olhar triste de índia e a outra era viva nos gestos, com 2 pequenos corações  de ouro nos brincos de argola, a certa altura da nossa alta conversa bem rasa, inclinou-se para uma flor branca ali vizinha de nome mariposa(1) e eu saboreei o seu cálido aroma e, de repente, reparei melhor na luz submissa que os rostos das meninas continham onde o sol se demorava acordado, deleitado,deitado, enfim.
Saí de lá com 2 beijos repartidos & um aceno de mãos a fechar a curva do caminho de regresso para um outro mundo, até ao destino provisório daquela longa tarde ou já era noite? 





* passou-me pela cabeça que o leitor talvez pense que não entendeu bem esta écfrase, claro que a  compreendeu à sua maneira.



(1) " Em Cuba, é muito comum desde o século XIX em jardins e pátios, e também como uma espécie naturalizada em lugares selvagens com solos húmidos, como nas margens de rios. É muito apreciado desde os tempos coloniais pelas mulheres, que eram então adornadas e perfumadas com suas flores (…) Tanta é a sua popularidade, que em 1936 foi declarada a flor nacional de Cuba por uma comissão de botânicos e jardineiros. Isso parece surpreendente porque a mariposa não é indígena de Cuba. Mas eles, na sua escolha, levaram em conta não apenas a sua grande popularidade, mas também o facto de que, durante as guerras da independência, os seus intricados ramos serviram de esconderijo para as mulheres patriotas transportarem importantes mensagens clandestinas. Em Buenos Aires, foi plantada em um jardim internacional para representar Cuba, juntamente com as flores nacionais de outros países."


link:http://www.cubanaturaleza.org/es/flora-vegetacion/-flores/-flor-de-mariposa-white-ginger-hedychium-coronariu.html


Tope de Collantes, Cuba. Agosto-2018.

( Rascunho Nº 22)

beija~flores

- foto tranformada por j. a. m.,  de mural cubano, Habana -
-
Música do grupo Calcinha Preta: https://youtu.be/Ir_D0sfAlXw

22.8.18















( foto : j. a. m. )

Nanan - Casa da floresta: https://youtu.be/fPeExiJIqUc

Chá de tília



aconteceu-me 1 sonho.
E, de repente ~ vi que tudo é real.
O amarelo dos girassóis deslocou-se
para o esquecimento
& se fez ouro na 8ª retina da sinfonia
e depois eu vi uma abelha procurando mel
ke eu bebi no chá de tília
docemente saboreio a vida
que dEus me está a dar 


( raskunho N 10.08-2018 )

oVnis

imagem trabalhada: j. a. m. 
~
https://youtu.be/0e0txlm7KUo















20.8.18

menina com flor no 3º olho

imagem trabalhada  por  j. a. m., a partir de foto de Diogo F. Lastra.
~

" Pela sua natureza, o Atman é eternamente livre, sem forma e está além de qualquer ação. Sua identidade com os objetos é imaginária, irreal. Dizemos “o céu é azul”, mas o céu tem alguma cor? "

Shankaracharya


https://youtu.be/aP8THYfozHg