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| PINTURA. J. A. M. |
Há pessoas que têm um poder
um poder silencioso de se misturarem
nas sombras dos outros.
fazem da luz que fabricam
a luz que os apaga
pois tudo na Vida
é Maior do que eles
assim o veem assim respiram o halo
textos poéticos e imagens & etc ~ José Alberto Mar ~
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| PINTURA. J. A. M. |
| OVNI. J. A. M. |
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| Pintura. J. A. M. |
de onde em onda, os relâmpagos ao fundo
assinalavam as vertigens da noite. Aconteciam esporadicamente como se fosse por
acaso, como se o acaso não tivesse dono. Pareciam lentos nas suas próprias
demoras nos olhos até nos sons que só aconteciam às vezes, como as súbitas
surpresas que nos caiem bem.
Entretanto
o terraço no meio da grande escuridão sem
algum fim à vista desarmada, apenas havia as estrelas que me levavam a
vislumbrar a lua acesa no seu C.Q., e assim deixava-me navegar conduzido pela
luz que se fazia presente.
Aconteceu-me há uns tempos atrás, às
tantas de uma viagem prolongada na boca escancarada de um lugar aprovado pelos
seus deuses bem atentos a estas circunstâncias.
Por algum tempo julguei
tudo isto como um sonho, e num momento de dúvida mais agudo fui ao álbum das
fotos (2) e reconheci facilmente aquela “sombra alada” com o qual dialoguei por
momentos, com alguns relâmpagos silentes a interromper-nos. E, na foto o poema
evolava-se como uma pequena chama.
(1 (1) Marca
de cigarros.
(2 (2) Perante
a novidade do acontecimento tirei uma foto rápida com o telemóvel.
(J.A. M.)
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| PINTURA. J. A. M. |
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| Arte Digital. J. A. M. |
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| Pintura J. A. M. |
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| Pintura. J. A. M. |
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| Pintura. J. A. M. |
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| Pintura. J. A. M. |
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| Pintura. J. A. M. |
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| Pintura ( Os 4 pontos cardeais)~J. A. M. |
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| Pintura. J. A. M. |
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| Pintura. J. A. M. |
Entre a vida e estes dias sonâmbulos instava-se um esquecido tempo sem
nomes verdadeiros ou com demasiados nomes. Aparências. Muitas notícias em
algazarra. Sinais para as pessoas se ampararem.
Alguns mais desesperados matavam-se. Outros resignavam-se, à espera. A morte,
apesar de sempre presente, disfarçava-se de esquecimento. Andava-se de um lado para
outro em círculos, através de distrações perenes. No fundo, ninguém se via nem
via os outros, porque havia uma doença de sombras. No entanto, alguns vislumbravam
o que parecia ser natural. Falavam destes tempos de mudanças, sem ninguém os
escutar. Acomodavam-se num silêncio de ouro que crescia somente para eles.
Aparentemente. Outros ainda gritavam sem ecos. Aparentemente, pois tudo era um
vasto Mundo cada vez mais ligado neste universo de sombras.
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| Pintura. J. A. M. |
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| Pintura. J. A. M. |
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| Pintura. J. A. M. |
Estrelas e
pirilampos algo acontecia no meio da floresta a noite demorada nas suas asas que
soavam altas ou rente aos troncos das árvores no chão também alto do meu olhar.
Desconhecia a sensação. Aprendia devagar pela primeira vez, até então, o sussurro das águas no corpo o reflexo do que é exterior e interior ao mesmo tempo. O que é perene e parece eterno.
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| Pintura. 100X100 cm. J. A. M. |
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| Pintura. J. A. M. |
( in, A Primeira Imagem. Ed. Sol XXI-1998. Transformado)
J. A. M.
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| Pintura. J. A. M. |
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| CARTAZ. C.M.P. |
2 - Claro que todos os lados,
todos os nomes são pretextos e os lugares também. Nascemos e morremos por uma
graça indomável perdida no tempo. Andamos às voltas disto tudo enquanto por
dentro acordam e adormecem as sementes povoadas pelos estranhos frutos de
uma sede sem fim.
3 - Vozes e imagens que cantam a
Vida e o exemplo dos milhares de sóis, mesmo sabendo-se que para outros
olhares, há um abismo memorial nas cabeças uma outra idade outra boca menos
cercada pelos dons dos dias na transformação dos corpos.
( in, A PRIMEIRA IMAGEM.1998. J. A. M.)
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| Pintura. J. A. M. |
| Pintura. J. A. M. |
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| Pintura. J. A. M. |
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| Pintura. J. A. M. |
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| Pintura. J. A. M. |
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| Pintura. J. A. M. |
| Pintura. J. A. M. |
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| Pintura. J. A. M. |
| Pintura. J. A. M. |
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| Pintura. J. A. M. |
Vejo em
todos os gestos uma luz amparada
pelo silêncio que aspiro
o lugar onde qualquer semente pensa
sonhando com tudo
pois nada do que é fruto
acontece sozinho.
(J. A. M.)