| Desenho. J.A.M. |
14.8.26
houve 1 dia que cortei a cabeça
7.8.26
CORREDORES do TEMPO
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| QRC in Slow Reflection . Pintura de J. A. M. |
1.8.26
FOTOGRAFIA
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| Imagem construída. J. A. M. |
o olhar inclinado para algo prestigiado
num momento lá no fundo em que há a suspeita
de uma alma que inspira a matéria
e cintila num enigma coroado por várias margens.
e obstinado dom eloquente. Vem de longe.
Respira mistério. Ergue o espírito!
Afasta para longe a constância dos desertos.
criei este poema, estas alianças.
A beleza derrota-me.
24.7.26
EVOCAÇÃO ABANDONADA
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| PINTURA. J. A. M. |
2ª
18.7.26
EVOCAÇÃO ABANDONADA
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| PINTURA. J. A. M. |
1ª
Mais um dia preservado pelo rio onde me afogo. Reconheço a submissão das águas sobre o meu destino. Algo me abandona desvanecendo os caminhos, os trilhos, os mapas desenhados, pois a grande ilusão é metade secreta, metade translúcida. Tornou-se prodígio transformado que transborda o grito dos segredos e eis então: o estoico agoiro, a casa no meio da floresta, a carícia silente que desce do céu, o apaziguado sentido das coisas demoradas entre duas mãos adormecidas(...)
J. A. M.
30.6.26
POIS, NOSSO É O RETIRO
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| Obra. J. A. M. |
Escurecer as
palavras é fácil
num só clamor
dividido em
páginas
deixando caminhar
a luz abençoada
pela unidade
o ar que nos permite estremecer
o halo vidrado,
apoiado, perdido
na rebeldia do que é esperança
encontro, desejo e clamor
solidão e vigília.
( J. A. M. )
27.6.26
Divagação em Gaibu
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| Autor: Pintor amigo de Cuba. Fotografia. |
19.6.26
" LABIRINTOS INCENDIADOS".
Exposição de Pintura e Performance. Casa da Cultura. Avintes.Gaia. Porto.
6 junho a 11 julho-2026
12.6.26
HÁ UMA DOENÇA DE SOMBRAS
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| Pintura. J. A. M. |
8.6.26
SOPRAR AS FRONTEIRAS
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| Pintura. J. A. M. |
Mais uma vez, a aparente ausência do mundo
onde hoje o vento enlaça o silêncio
e amplia para longe da casa
as paredes interiores do corpo.
exalta a perícia de um coração
empenhado no volátil fogo
que lentamente transgride a galáxia das veias
transformando as sombras espessas
em jubilosos rodízios de luzes
onde imagino conciliar o poema
com o irrevogável olhar de cada um.
2.6.26
Avis Rara
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| CARTAZ da EXPOSIÇÃO |
(Curadora : Rosalina Santos)
Como
chegar ao local: https://maps.app.goo.gl/xzRowbpKCzmJfGM99
~ ~ ~ ~
Esta não se apresenta como código estável, mas como dispositivo aberto, em constante reconfiguração semântica, onde o sentido emerge da relação entre forma, ritmo e repetição.
O rigor compositivo, aliado à aparente fragmentação dos elementos, contribui para a construção de um sistema visual coeso, no qual se evidencia um estilo único, marcado pela tensão entre ordem e indeterminação. Neste contexto, as suas obras aproximam-se de uma exolinguística, entendida como um campo de significação que ultrapassa os limites da linguagem verbal e culturalmente codificada, operando num plano expandido da perceção e do pensamento.
- Lanys
Arden. Tradução: J. A. M.~2026 –
31.5.26
REGRESSO AO ESPANTO
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| Pintura. J. A. M. |
Duas buganvílias inclinadas sobre si. Inclinadas sob o sol. Inclinadas pelas sombras. Como um casal. Abraçado.
Eis o exemplo da Natureza no silêncio fundo do olhar, nos vastos horizontes das aspirações que nos acontecem.
O amor é um sopro festejado na sua procura. Entretanto a paixão é um asilo feroz, transfigura a carne em abandono.
Talvez um poema possa ser um espelho inquieto desse amor transformado em morada.
Olho as buganvílias, sinto um sopro ameno e o espanto regressa.
27.5.26
Pontos de vista
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| UNIVERSOS PARALELOS. J. A. M. |
A matriz visual convoca referências às ciências ancestrais, sugerindo a presença de sistemas de conhecimento arcaicos, simultaneamente esotéricos e estruturantes, que operam como fundamento de uma possível linguagem universal. Esta não se apresenta como código estável, mas como dispositivo aberto, em constante reconfiguração semântica, onde o sentido emerge da relação entre forma, ritmo e repetição.
O rigor compositivo, aliado à aparente fragmentação dos elementos, contribui para a construção de um sistema visual coeso, no qual se evidencia um estilo único, marcado pela tensão entre ordem e indeterminação. Neste contexto, a obra aproxima-se de uma exolinguística, entendida como um campo de significação que ultrapassa os limites da linguagem verbal e culturalmente codificada, operando num plano expandido da perceção e do pensamento.
-
Lanys Arden (2026) –
17.5.26
O Espaço que Fica
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| Pintura. J. A. M. |
O ouro da ausência onde o universo nos inscreve.
A presença do livro que se despe após a leitura.
os jardins, a água e o fogo
a consumação das sementes, as alianças com o Mundo.
entre as paredes deste quarto
e o meu peito
onde uma fenda guarda um segredo antigo
11.5.26
O meu problema pessoal com as galinhas
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| Pintura. J. A. M. |
Tive uma amiga artesã, das américas do sul salvo erro, que alimentava uma galinha com o intuito assumido de lhe arrancar apenas uma pena de vez em quando, para os seus colares & aquelas obras de arte que lhe davam o pão para a boca. É verdade! Também havia por lá 1 macaco pendurado nas traves da casa, que eram ramos grossos de uma acácia que lhe entrava por ali dentro para lhe oxigenar gratuitamente o ambiente. Uma vez estávamos eu e ela esparramados lá no seu jardim sem cercas que se prolongava por uma floresta a sério cheia de borboletas estonteadas e belos pássaros a esvoaçarem com as suas cores, Tudo junto era bom respirar ali, e então estávamos nós a fazer o nada e aparece o seu filho por aí nove anos se tanto, e deu-me uma lata de coca-cola transformada em cinzeiro para as cinzas do meu fogo no cigarro que ardia alheado disto tudo. O meu preconceito em relação à coca-cola é assumidamente enorme, mas a Brigite sentiu logo a coisa e explicou-me que era a maneira do menino me dizer que gostava de mim e como não tinha mais nada para brincar, costumava apanhar latas no lixo dos Sr.s lá em baixo na cidade e depois transformava-as no que lhe vinha à cabeça e ao coração e, sinceramente, aquilo era uma piquena obra de arte. Olhei para a criança como quem olha para um Deus e os seus olhos eram luminosos e felizes e eu,,,eu também fiquei feliz e com a voz embarcada num nó cego até às lágrimas que contive. A mãe sentiu tudo como só as mulheres sabem e ofereceu-me um chá que dividimos pelos 3.
Afinal, a bem dizer eu até gosto das galinhas, a maneira como se deslocam com as duas patas indecisas parecem sempre inquietas à toa, mas isso não passa de + uma perceção pessoal, pois suspeito que só vejo aquilo que sou e aí há que ter uma certa parcimónia nas coisas dos julgamentos, juízos de valor, essas lérias.
São precisamente 5 h. e tal da noite e ainda estou pr’aqui com as minhas irmãs galinhas, que são muitas no meu quintal, sem medos dado que eu não as papo pois adotei a moda saudável de ser vegetariano já faz um tempo que estou sentado à sombra de 1 pinheiro que também habita comigo ali no canto onde lhe deu para estar e dá-me pinhas às vezes pinhões que eu amontoo numa tigela azul e branca da dinastia Ming que tenho na cozinha, foi uma namorada chinesa mesmo da China que m´a deu, o pai era podre de rico, segundo ela, mas fiquei sempre na dúvida se a peça era realmente verdadeira ou não, mas como não ligo a tais valores, o que me agradou foi a sua beleza singular. À superfície, na epiderme colorida, o branco e os azuis entrelaçados como fios de cabelos ondulados parecem dançar uma música que julgo escutar às vezes, quando o silêncio à volta se fecha e estou muito dentro. Quando acumulo forças suficientes, pego nos tais pinhões às mãos cheias e quebro-lhes as couraças, um a um atentamente, com uma pedra de estimação que tenho sempre à mão de semear para ocasiões mais determinantes.
Depois desta ocasional divagação, retorno à cabeça da pescadinha de rabo na boca que agora com o tempo já é uma serpente a morder a cauda que dá veneno, que também pode ser remédio, tantas vezes se dá este caso há esotéricos que o dizem, e o que eu nesta realidade pretendia dizer é que elas, as minhas amigas galinhas, têm uma relação íntima visceral com o Sol que eu naturalmente também mantenho com todo o apreço deste mundo e dos outros, mas também gosto das estrelas e da lua e dos silêncios azuladamente brilhantes quando o são outras vezes nem por isso acontecem estas circunstâncias de um gajo estar ~ graças a Deus ~ a respirar mesmo vivo no meio destas montanhas onde o meu patrão sou eu não.
9.5.26
(lírios)
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| Pintura. J. A. M. |
( J.A.M.)
2.5.26
O Aparente Absurdo
(J. A. M.)
26.4.26
A última foz
| Arte Digital. J. A. M. |
a união entre as coisas, o meu olhar sobre as coisas
acerca das coisas, as coisas dentro das coisas
aparentemente fora das coisas.
Ilusões que não são ilusões pois tudo o que existe
é alerta, encontro e sintonia do que em nós acontece
e bate dentro do coração, único espaço onde tudo
desemboca como as águas dos rios
a libertarem-se no mar.
17.4.26
Reminiscências
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| Pintura. J. A. M. |
e depois vem sempre a infância, as primeiras imagens, a aventura da descoberta, o mistério, a devoção do corpo esquecido aos instantes sempre únicos da vida, por exemplo o primeiro amor que não se esquece.
por mais que as noites sejam longas através da idade e haja dias muito acesos para cima como os faróis no meio dos mapas dos mundos.
11.4.26
Algum espanto
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| Pintura. J. A. M. |
Aparentemente os anos transcorrem como os trens ente carris e de onde em onde uma paragem, um reflexo no espelho e a idade a ilustrar-se. Algum espanto e mais uma folha da memória a ser deslocada pelo ar subtil dos dias.
3.4.26
![]() |
| PINTURA. J. A. M. |
Há pessoas que têm um poder
um poder silencioso de se misturarem
nas sombras dos outros.
fazem da luz que fabricam
a luz que os apaga
pois tudo na Vida
é Maior do que eles
assim o veem assim respiram
14.3.26
TEMPOS de TRANSIÇÃO
| OVNI. J. A. M. |
11.3.26
Coisas de Cuba
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| Pintura. J. A. M. |
de onde em onda, os relâmpagos ao fundo
assinalavam as vertigens da noite. Aconteciam esporadicamente como se fosse por
acaso, como se o acaso não tivesse dono. Pareciam lentos nas suas próprias
demoras nos olhos até nos sons que só aconteciam às vezes, como as súbitas
surpresas que nos caiem bem.
Entretanto
o terraço no meio da grande escuridão sem
algum fim à vista desarmada, apenas havia as estrelas que me levavam a
vislumbrar a lua acesa no seu C.Q., e assim deixava-me navegar conduzido pela
luz que se fazia presente.
Aconteceu-me há uns tempos atrás, às
tantas de uma viagem prolongada na boca escancarada de um lugar aprovado pelos
seus deuses bem atentos a estas circunstâncias.
Por algum tempo julguei
tudo isto como um sonho, e num momento de dúvida mais agudo fui ao álbum das
fotos (2) e reconheci facilmente aquela “sombra alada” com o qual dialoguei por
momentos, com alguns relâmpagos silentes a interromper-nos. E, na foto o poema
evolava-se como uma pequena chama.
(1 (1) Marca
de cigarros.
(2 (2) Perante
a novidade do acontecimento tirei uma foto rápida com o telemóvel.
(J.A. M.)
6.3.26
Alguém disse já não recordo, foi num campo de batalha
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| PINTURA. J. A. M. |
3.3.26
Entre 2 Universos
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| Arte Digital. J. A. M. |
mais frágeis mais invisíveis
apenas dois olhos na luz possível.
Por aqui, neste mundo, à minha volta: 2 universos, apenas.
O Universo do Amor e o Universo do Medo.
Cada um com inúmeras portas e janelas e nomes encobertos
e descobertos por onde se entra e sai e se volta a entrar e a sair.
Diariamente, luminosamente, noturnamente.
O círculo a levantar-se em espiral, ainda a sobrevivência
do macaco nas demonstrações da luz ou
a luz derramada em forma de cruz.
Tudo inscrito, tudo escrito em todos os lados
dentro das cabeças, na água oceânica no interior dos corpos
nas paredes inventadas por fora e por dentro
nas alegrias e na dor.
- De que lado crescem os teus dias?
21.2.26
Interrogações
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| Pintura J. A. M. |
1
o silencioso exercício do Mundo
acontece-me na mais pura beleza
do que parece estar nu.
dos sons e a inutilidade das mãos
quando a intenção desta beleza é estar
à altura do espanto.
dominado pela voz, cantando
o seu exemplo de onda transformada
em espuma.
caminha de soslaio entre as paredes do mundo e
chego à casa da minha existência.
entre tudo o que parece real dentro da casa
ou dessa voz vadia
que canta desamparada e só.
13.2.26
O Olhador
![]() |
| Pintura. J. A. M. |
Outros ritmos de tambores celestes invadem os rios interiores
que transbordam.
Barcos incógnitos e luminosos aproximam-se.
São mensagens de outros mundos que nossos mundos são.
Já não ouso decifrar. Porque pensar é estancar a corrente
germinar barragens.
Prefiro abrir as asas metafóricas e de peito aberto e livre
acolher as imagens vindouras que devagar me designam
e me fazem ser o que afinal já era.
Confesso, sou sempre pouco para o que digo.
30.1.26
aproveito-me das palavras para desarrumar o leito dos rios que me percorrem
![]() |
| Pintura. J. A. M. |
Regresso ás duas margens: a escuridão e a luz. Os nomes abastados, derivados das noites e dos dias. Há quem os atravesse inventado pela sua natural consciência: hoje uma dor, amanhã uma alegria.
Há uma autoridade instalada neste modo de estar na vida. Uma invenção entronizada como se o tempo que temos, enquanto seres vivos, fosse uma tatuagem com o halo da eternidade. Também há quem acredite em sentenças descobertas em coisas consideradas simples: um sorriso descido, um olhar iluminado, um gesto que se desenha sozinho, um encontro ao acaso, algemas que se soltam.
Nestas paisagens a beleza do Mistério, por onde viajamos, aproxima-nos e afasta-nos de nós. Tornamo-nos íntimos da distância: entre o inferno e o céu há um intervalo por onde o verbo se inicia e expande e tem a intenção de um ofício.
Para cada um as suas margens e o leito do rio convocado através de milhares e milhares de vidas abandonadas com sentido.
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