José Alberto Mar. Com tecnologia do Blogger.

17.5.26

O Espaço que Fica

Pintura. J. A. M.

 

1
 
E agora desceu o silêncio.
O ouro da ausência onde o universo nos inscreve.
A presença do livro que se despe após a leitura.
 
Há portas que se abrem para quem quer festejar
os jardins, a água e o fogo
a consumação das sementes, as alianças com o Mundo.
 
 
2
 
Entretanto há um tempo suspenso
entre as paredes deste quarto
e o meu peito
onde uma fenda guarda um segredo antigo.



( J. A. M.)

 

 

 

13.5.26

Íntimos Horizontes

Pintura ~ J. A. M.



A vida resume-se a gestos aparentemente insignificantes e diários, espelha-se no enigma da nossa finitude. Somos deuses carregando galáxias no peito, enquanto a luz de mil eras nos atravessa.
Persiste a ténue esperança de quem, sendo pó, se atreve a olhar o infinito e a reconhecer-se nele.

A humanidade é este milagre frágil, uma mensagem lançada no vácuo universal, que ainda espera ser lida e vivida.


( J. A. M.)
 

11.5.26

O meu problema pessoal com as galinhas

Pintura. J. A. M.




Estava no meu cadeirão anti-stress, enlevado sei lá com quê se é que havia tal coisa quando me ocorreu - repentinamente - que afinal tenho uma incerta desavença, pacífica é claro, com as galinhas. Assim à 1ª a coisa não me parece ser grave, mas eu nunca tenho a certeza de nada. E já comecei a cacarejar justificações, até são uns bichos interessantes, quando estão a comer debicam algo no chão tão rapidamente que nem enxergo o quê e depois atiram as cabecinhas para o céu e estão nestas figuras amiudadas vezes. Nos inícios de tais observações eu olhava - imediatamente! - lá pra cima tentando vislumbrar o que era o alvo de tal curiosidade inopinada, pois eu quando como, habitualmente olho para o que está à frente do meu nariz e deixo os céus para as ocasiões místicas. Prosseguindo os já citados cacarejos, também gosto das suas penas, algumas mais, pois vê-se ali a mão da mãe-natureza o deslumbre da luz a desfazer-se em cores.
Tive uma amiga artesã, das américas do sul salvo erro, que alimentava uma galinha com o intuito assumido de lhe arrancar apenas uma pena de vez em quando, para os seus colares & aquelas obras de arte que lhe davam o pão para a boca. É verdade! Também havia por lá 1 macaco pendurado nas traves da casa, que eram ramos grossos de uma acácia que lhe entrava por ali dentro para lhe oxigenar gratuitamente o ambiente. Uma vez estávamos eu e ela esparramados lá no seu jardim sem cercas que se prolongava por uma floresta a sério cheia de borboletas estonteadas e belos pássaros a esvoaçarem com as suas cores, Tudo junto era bom respirar ali, e então estávamos nós a fazer o nada e aparece o seu filho por aí nove anos se tanto, e deu-me uma lata de coca-cola transformada em cinzeiro para as cinzas do meu fogo no cigarro que ardia alheado disto tudo. O meu preconceito em relação à coca-cola é assumidamente enorme, mas a Brigite sentiu logo a coisa e explicou-me que era a maneira do menino me dizer que gostava de mim e como não tinha mais nada para brincar, costumava apanhar latas no lixo dos Sr.s lá em baixo na cidade e depois transformava-as no que lhe vinha à cabeça e ao coração e, sinceramente, aquilo era uma piquena obra de arte. Olhei para a criança como quem olha para um Deus e os seus olhos eram luminosos e felizes e eu,,,eu também fiquei feliz e com a voz embarcada num nó cego até às lágrimas que contive. A mãe sentiu tudo como só as mulheres sabem e ofereceu-me um chá que dividimos pelos 3.

Afinal, a bem dizer eu até gosto das galinhas, a maneira como se deslocam com as duas patas indecisas parecem sempre inquietas à toa, mas isso não passa de + uma perceção pessoal, pois suspeito que só vejo aquilo que sou e aí há que ter uma certa parcimónia nas coisas dos julgamentos, juízos de valor, essas lérias.
São precisamente 5 h. e tal da noite e ainda estou pr’aqui com as minhas irmãs galinhas, que são muitas no meu quintal, sem medos dado que eu não as papo pois adotei a moda saudável de ser vegetariano já faz um tempo que estou sentado à sombra de 1 pinheiro que também habita comigo ali no canto onde lhe deu para estar e dá-me pinhas às vezes pinhões que eu amontoo numa tigela azul e branca da dinastia Ming que tenho na cozinha, foi uma namorada chinesa mesmo da China que m´a deu, o pai era podre de rico, segundo ela, mas fiquei sempre na dúvida se a peça era realmente verdadeira ou não, mas como não ligo a tais valores, o que me agradou foi a sua beleza  singular. À superfície, na epiderme colorida, o branco e os azuis entrelaçados como fios de cabelos ondulados parecem dançar uma música que julgo escutar às vezes, quando o silêncio à volta se fecha e estou muito dentro. Quando acumulo forças suficientes, pego nos tais pinhões às mãos cheias e quebro-lhes as couraças, um a um atentamente, com uma pedra de estimação que tenho sempre à mão de semear para ocasiões mais determinantes.

Depois desta ocasional divagação, retorno à cabeça da pescadinha de rabo na boca que agora com o tempo já é uma serpente a morder a cauda que dá veneno, que também pode ser remédio, tantas vezes se dá este caso há esotéricos que o dizem, e o que eu nesta realidade   pretendia dizer é que elas, as minhas amigas galinhas, têm uma relação íntima visceral com o Sol que eu naturalmente também mantenho com todo o apreço deste mundo e dos outros, mas também gosto das estrelas e da lua e dos silêncios azuladamente brilhantes quando o são outras vezes nem por isso acontecem estas circunstâncias de um gajo estar ~ graças a Deus ~ a respirar mesmo vivo no meio destas montanhas onde o meu patrão sou eu não.

 

( J. A. M.)

 

9.5.26

(lírios)

Pintura. J. A. M.

 

Viemos de longe
da vagina das mães, prenúncio dos dons cósmicos, a inaudita descoberta do grande enigma.
- rebentam-me os lábios com tais palavras.
 
Uma luz impaciente invade-me. Eis o prestígio do que é diário e parece comum. As ondas do ar desdobram-se em ondas. As ondas do mar respiram, inspiram, não se esforçam por ser, em vertigem, em confissão, em celebração, tudo naturalmente.
Eis a exatidão do que em nós também é.
Dissimulados nos dons, somos sempre o desconhecido lugar da saída, com todas as portas abertas.  E esquecemos.
Uma cegueira enorme escuta o silêncio, depois do confirmado enredo da vida. Estamos aqui, a palavra repete-se: “aqui” e as ondas desaparecem nas areias das nossas praias desertas.
Inalterável esta estória refugia-se no corpo. É o corpo que enobrece a distância, é o corpo que abre as distâncias, é o corpo que se despede das distâncias.
Ninguém perturba ou acrescenta os meus caminhos. Somente quem chamo. Embora me perca igualmente no rasto de quem nunca nomeei.


( J.A.M.)

 

2.5.26

O Aparente Absurdo

1ª Imagem realizada com IA - J. A. M.


Somos o eco de uma voz que esqueceu a sua própria origem. No centro da profunda solidão humana, quando a sentimos, o universo parece  suspender o sopro para decifrar o abismo que o inventou.

 (J. A. M.)

26.4.26

A última foz

Arte Digital. J. A. M.


 

Mais um dia. Outra vez a voz da luz sobre as coisas
a união entre as coisas, o meu olhar sobre as coisas
acerca das coisas, as coisas dentro das coisas
aparentemente fora das coisas.
 
Ilusões onde o meu corpo é testemunha cúmplice.
Ilusões que não são ilusões pois tudo o que existe
é alerta, encontro e sintonia do que em nós acontece
e bate dentro do coração, único espaço onde tudo
desemboca como as águas dos rios
a libertarem-se no mar.

 

( J. A. M. )

 

 
“A sabedoria é algo que quando nos bate à porta
 já não nos serve para nada.”

( Gabriel García Marquez)

 

17.4.26

Reminiscências

Pintura. J. A. M.


já é noite e dentro dela a outra luz dos sonhos torna esta vida mais inteira. basta debruçar-me sobre os sinais, abri-los como frutos maduros entre as duas mãos, esquecer-me até à cegueira.
 
e depois vem sempre a infância, as primeiras imagens, a aventura da descoberta, o mistério, a devoção do corpo esquecido aos instantes sempre únicos da vida, por exemplo o primeiro amor que não se esquece.
 
por mais que as noites sejam longas através da idade e haja dias muito acesos para cima como os faróis no meio dos mapas dos mundos.


( J. A. M.)

 

 

11.4.26

Algum espanto

Pintura. J. A. M.

 

O destino talvez seja esse caminho ao sabor das surpresas, entre o intervalo das ausências e a chama da esperança a olhar os horizontes convictamente á espera.
Aparentemente os anos transcorrem como os trens ente carris e de onde em onde uma paragem, um reflexo no espelho e a idade a ilustrar-se. Algum espanto e mais uma folha da memória a ser deslocada pelo ar subtil dos dias.

 

( J. A. M.)

3.4.26

PINTURA. J. A. M.

 
Há pessoas que têm um poder
um poder silencioso de se misturarem
nas sombras dos outros.
 
Amam naturalmente os dias que passam
fazem da luz que fabricam
a luz que os apaga
pois tudo na Vida
é Maior do que eles
assim o veem assim respiram 
o halo sempre novo do grande Enigma.


(J. A. M.)

 

 

14.3.26

TEMPOS de TRANSIÇÃO

OVNI. J. A. M.

 

 
Há novas luzes nos céus pouco límpidos deste mundo.
Permanecem um desentendimento algo que transcende.
Entre as dúvidas e as certezas arde o silêncio
da curva fechada da ignorância, na distração, da língua
de alguns desalmados que não coroam sua expressão fraterna.

Vivemos tempos de transição.

Há sombras que se iluminam e se dissolvem, há luzes
que se ordenam exasperando os olhares.
Tanto vale anunciar como apaziguar uma perplexa descoberta
pois as multidões permanecem persuadidos em outras quimeras.
No entanto, alimentam o mistério.
Porque TUDO é sempre mistério.
Na minha cabeça as oficinas trabalham em vão.
No meu coração tudo se alinha. Na minha intuição, também.

 

( J. A. M. )

11.3.26

Coisas de Cuba

Pintura. J. A. M.

de onde em onda, os relâmpagos ao fundo assinalavam as vertigens da noite. Aconteciam esporadicamente como se fosse por acaso, como se o acaso não tivesse dono. Pareciam lentos nas suas próprias demoras nos olhos até nos sons que só aconteciam às vezes, como as súbitas surpresas que nos caiem bem.
Entretanto
o terraço no meio da grande escuridão sem algum fim à vista desarmada, apenas havia as estrelas que me levavam a vislumbrar a lua acesa no seu C.Q., e assim deixava-me navegar conduzido pela luz que se fazia presente.
Aconteceu-me há uns tempos atrás, às tantas de uma viagem prolongada na boca escancarada de um lugar aprovado pelos seus deuses bem atentos a estas circunstâncias.
 

Repentinamente, uma sombra alada veio poisar na mesa onde havia 1 cinzeiro de cobre, dourado na altura por uma pirisca de Hollywood (1) ainda viva. Tão estranha presença deixou-me atónito. Olhou para um pedaço de papel onde eu escrevera um poema, e este papel ganhou uma leveza de ave lenta e começou a levantar-se á frente do meu olhar assombrado. Sem me aperceber, como que automaticamente, levantei a mão direita e toquei no papel que continuava a esvoaçar com formas de asas e entre nós havia uma comunhão física que me dividia entre o espanto da surpresa e a proeza de o ter apanhado de um modo suave e natural, já o seu voo ia alto. Pousei o papel novamente na mesa e, quando aconteceu olhar para o poema este já era um outro: mais apurado mais perfeito, pensei na altura.


Por algum tempo julguei tudo isto como um sonho, e num momento de dúvida mais agudo fui ao álbum das fotos (2) e reconheci facilmente aquela “sombra alada” com o qual dialoguei por momentos, com alguns relâmpagos silentes a interromper-nos. E, na foto o poema evolava-se como uma pequena chama.
 

(1    (1)   Marca de cigarros.

(2    (2)  Perante a novidade do acontecimento tirei uma foto rápida com o telemóvel.

 

 (Trinidade. Cuba.)



(J.A. M.)

6.3.26

Alguém disse já não recordo, foi num campo de batalha

PINTURA. J. A. M.

 
Alguém disse já não recordo, foi num campo de batalha e o ribombar das bombas e dos seus ecos na altura, faziam-nos surdos. A outros, faziam-nos cegos. A outros ainda, faziam-nos mortos. Mas a frase em questão, no meio daquele inferno encantou-me o lugar e por momentos caí num silêncio sem tempo, que me trouxe a casa da minha infância, longe muito longe, onde havia um jardim. E a frase era assim: não corras atrás das borboletas, cuida antes das tuas flores que elas virão até ti .

Ainda hoje, passados séculos, por vezes em dias ou noites em que tudo parece estranhamente desolador, me acontecem as imagens bem nítidas que esta frase levanta à frente do meu olhar. 
E então, algo em mim se transforma e tudo à minha volta também.




P.S. Diante do abismo da barbárie, a arte não é um refúgio, mas a afirmação ontológica da nossa humanidade. Entre a ruína e o devir, tento transmutar o conflito em vontade de criar.



( J. A. M. )


3.3.26

Entre 2 Universos

Arte Digital. J. A. M.

 

Depois de viajar por muitos universos, as asas descem
mais frágeis mais invisíveis
apenas dois olhos na luz possível.
 
Por aqui, neste mundo, à minha volta: 2 universos, apenas.
O Universo do Amor e o Universo do Medo.
Cada um com inúmeras portas e janelas e nomes encobertos
e descobertos por onde se entra e sai e se volta a entrar e a sair.
Diariamente, luminosamente, noturnamente.
 
O círculo a levantar-se em espiral, ainda a sobrevivência
do macaco nas demonstrações da luz ou
a luz derramada em forma de cruz.
 
Ludibriaram-nos! Tudo crenças.
Tudo inscrito, tudo escrito em todos os lados
dentro das cabeças, na água oceânica no interior dos corpos
nas paredes inventadas por fora e por dentro
nas alegrias e na dor.
 
- De que lado crescem os teus dias?


( J. A. M.)

 

21.2.26

Interrogações

Pintura  J. A. M.

1

 
Bate-me à porta a noite
o silencioso exercício do Mundo
acontece-me na mais pura beleza
do que parece estar nu.
 
Inspira-me a visão das linhas curvas
dos sons e a inutilidade das mãos
quando a intenção desta beleza é estar
à altura do espanto.
 
Sou, pois, mais um ser
dominado pela voz, cantando
o seu exemplo de onda transformada
em espuma.
 
 
2
 
 
É sempre à noite, quando a luz
caminha de soslaio entre as paredes do mundo e
chego à casa da minha existência.
 
É sempre fria esta estranha sensação a distância
entre tudo o que parece real dentro da casa
ou dessa voz vadia
que canta desamparada e só.

 

 ( J. A. M. )

 

 

 

 

 

13.2.26

O Olhador

Pintura. J. A. M.

 

As obscuridades da noite ampliam o espaço do coração
pelo silêncio instalado.
Outros ritmos de tambores celestes invadem os rios interiores
que transbordam.
Barcos incógnitos e luminosos aproximam-se.
São mensagens de outros mundos que nossos mundos são.

Já não ouso decifrar. Porque pensar é estancar a corrente
germinar barragens.
Prefiro abrir as asas metafóricas e de peito aberto e livre
acolher as imagens vindouras que devagar me designam
e me fazem ser o que afinal já era.
 
Confesso, sou sempre pouco para o que digo.



( J. A. M.)

 



30.1.26

aproveito-me das palavras para desarrumar o leito dos rios que me percorrem

Pintura. J. A. M.



De um lado o inferno. Ao lado o céu.
Regresso ás duas margens: a escuridão e a luz. Os nomes abastados, derivados das noites e dos dias. Há quem os atravesse inventado pela sua natural consciência: hoje uma dor, amanhã uma alegria.
Há uma autoridade instalada neste modo de estar na vida. Uma invenção entronizada como se o tempo que temos, enquanto seres vivos, fosse uma tatuagem com o halo da eternidade. Também há quem acredite em sentenças descobertas em coisas consideradas simples: um sorriso descido, um olhar iluminado, um gesto que se desenha sozinho, um encontro ao acaso, algemas que se soltam.
 
Nestas paisagens a beleza do Mistério, por onde viajamos, aproxima-nos e afasta-nos de nós. Tornamo-nos íntimos da distância: entre o inferno e o céu há um intervalo por onde o verbo se inicia e expande e tem a intenção de um ofício.
Para cada um as suas margens e o leito do rio convocado através de milhares e milhares de vidas abandonadas com sentido.


( J. A. M. )
 
 

19.1.26

Já não me recordo

Pintura. J. A. M.

 

Já não me recordo se era uma luz exterior 
ou vinda de dentro de mim, mas tudo
estava incandescente
de uma forma natural e o Mundo
tinha um amplo sentido exato
em todas as coisas.
 
A certa altura, olhei-me de longe
e com o decorrer dos anos aprendi
a esquecer-me de mim.
 
No entanto, sou cada vez mais
esse vaso de luz
onde a luz me ensina.


( J. A. M. )

11.1.26

A Última Paciência

Pintura. J. A. M.


Há rostos como espelhos transparentes dos dois lados
nas estreitas portas dos olhares. Basta, por vezes
uma desatenção mais aventurada da vida em nós
para vermos nesses rostos uma dignidade de astros
afastarem as sombras à volta, e ao vermos, recebemos
o centro expansivo de uma voz nos olhos, as fontes
escritas sem letras visíveis. As imagens que temos
de nós próprios desarrumam-se como nuvens
que se afastam e com a distância acabam por perder-se
sei lá por onde. Assim se iniciam os exercícios
marginais no interior dos corpos
as fronteiras saturadas dos dias
as vozes mais íngremes de uma Vida sempre
para além dos nomes.



( J. A. M.)

 

 

3.1.26

Mais uma viagem

Pintura ( Os 4 pontos cardeais)~J. A. M.

 

Mais uma viagem aproxima-se caminho lentamente
para o barco amparado pelas águas da Vida
ao lado
as redes rendilhadas e sempre frágeis do mundo.

Como um simples sopro tento apenas ser
o seu alento.

Parece-me que quem assim respira
talvez possa encontrar, encontrar-se, encantar-se.
A Natureza e os Outros serão
sempre a sua medida.


( J. A. M. )