José Alberto Mar. Com tecnologia do Blogger.

29.7.21

~ 15ª folha de 1 diário perdido ~

Obra de : J. A. M. 

 

Enquanto as palavras são sombras na frescura do Verão e as flores parecem sempre adormecidas pelos prados e as nuvens altas viajam em formas só delas, como te dizer os muitos nomes do espanto?
Como te dizer que tudo isto é, um outro Todo já revelado em ti?

A nossa vida, o nosso milagre sempre longe sempre em nós, onde há demónios e deuses e o nosso olhar se apaga no final dos dias.

Continuamos a dormir lençóis de sonos, visões que são nossas herdeiras enquanto Deus agita os seus 1001 braços nas suas mãos imensas alongadas em dedos luminosos por tudo sem algum fim, à vista desarmada.

 

 

Portugal-21/02/2021

( Rascunho Nº 5)

 

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