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| Pintura. J. A. M. |
As luas nascem e morrem. Mas não se iludem.
Ressuscitam. Por isso tantas vezes me perco em
silêncios e distâncias enquanto os olhos emigram a sós
nas suas asas.
- Falo-te das luas metafóricas por cima das alturas
dos dias que passam.
Por vezes, parecem rostos a vigiarem as noites à volta
de um sol adormecido. E então há um silêncio exaltado
sobre cada cabeça e torna-se mais humano o dom dos
sonhos a língua calada nas imagens circulares do
tempo.
Outras vezes, penso como tudo isto poderia ser o início
de um vocábulo que não existe uma aproximação a
Deus ameaçada ou inventada pela existência da morte.
Entretanto …”os trabalhos e os dias”.
Ressuscitam. Por isso tantas vezes me perco em
silêncios e distâncias enquanto os olhos emigram a sós
nas suas asas.
- Falo-te das luas metafóricas por cima das alturas
dos dias que passam.
de um sol adormecido. E então há um silêncio exaltado
sobre cada cabeça e torna-se mais humano o dom dos
sonhos a língua calada nas imagens circulares do
tempo.
de um vocábulo que não existe uma aproximação a
Deus ameaçada ou inventada pela existência da morte.
Entretanto …”os trabalhos e os dias”.
( J. A.M.)
in, AS MÃOS E AS MARGENS. Ed. Limiar. Porto.



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