21.6.11

De Manhã




de manhã, quando ainda as aves que vejo serão sonhos
e as claridades esvoaçam
abrindo as portas & as janelas
dencontro aos olhos de quem procura

e por dentro do corpo, os rios de ouro abrem as vozes
à procura dos mastros humanos
onde há gente viajada em nascentes

e a Beleza do mundo é 1 presente simples

e tudo se ampara em tantas  ilhas
que devagar se unem
enlaçando a infância, o futuro e o agora

de manhã, quando algo estala o silêncio instaurado
vejo o cantarolar  aceso dos pássaros
Felizmente vivo
mais um dia.


(11-10-08. Alterado em Junho-2011)

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