![]() |
| Pintura. J. A. M. |
de onde em onda, os relâmpagos ao fundo
assinalavam as vertigens da noite. Aconteciam esporadicamente como se fosse por
acaso, como se o acaso não tivesse dono. Pareciam lentos nas suas próprias
demoras nos olhos até nos sons que só aconteciam às vezes, como as súbitas
surpresas que nos caiem bem.
Entretanto
o terraço no meio da grande escuridão sem
algum fim à vista desarmada, apenas havia as estrelas que me levavam a
vislumbrar a lua acesa no seu C.Q., e assim deixava-me navegar conduzido pela
luz que acontecia
Aconteceu-me há uns tempos atrás, às
tantas de uma viagem prolongada na boca escancarada de um lugar aprovado pelos
seus deuses bem atentos a estas circunstâncias.
Por algum tempo julguei
tudo isto como um sonho, e num momento de dúvida mais agudo fui ao álbum das
fotos (2) e reconheci facilmente aquela “sombra alada” com o qual dialoguei por
momentos, com alguns relâmpagos silentes a interromper-nos. E, na foto o poema
evolava-se como uma pequena chama.
(1 (1) Marca
de cigarros.
(2 (2) Perante
a novidade do acontecimento tirei uma foto rápida com o telemóvel.
(J.A. M.)
T%C3%ADtulordcritoCintur%C3%A3o%20de%20aster%C3%B3ides.%2068X82%20cm.2016..jpg)


Sem comentários:
Enviar um comentário