José Alberto Mar. Com tecnologia do Blogger.

19.6.26

" LABIRINTOS INCENDIADOS".

Exposição de Pintura e Performance. Casa da Cultura. Avintes.Gaia. Porto.

 6 junho a 11 julho-2026


"José Alberto Mar afirma-se inequivocamente como pintor, poeta e visionário. No vasto campo das suas pinturas articula um campo visual que transcende a mera organização formal para se inscrever num domínio simbólico e especulativo. As composições estruturam-se a partir de uma linguagem criptografada, onde signos e sinais se dispõem segundo uma lógica interna que escapa à leitura imediata, exigindo do observador um exercício interpretativo sustentado(apelo à Neuroestática).
A matriz visual convoca referências às ciências ancestrais, sugerindo a presença de sistemas de conhecimento arcaicos, simultaneamente esotéricos e estruturantes, que operam como fundamento de uma possível linguagem universal. Esta não se apresenta como código estável, mas como dispositivo aberto, em constante reconfiguração semântica, onde o sentido emerge da relação entre forma, ritmo e repetição.
O rigor compositivo, aliado à aparente fragmentação dos elementos, contribui para a construção de um sistema visual coeso, no qual se evidencia um "estilo único", marcado pela tensão entre ordem e indeterminação. Neste contexto, a obra aproxima-se de uma exolinguística, entendida como um campo de significação que ultrapassa os limites da linguagem verbal e culturalmente codificada, operando num plano expandido da percepção e do pensamento."

(Lanys  Arden – 2026)























12.6.26

HÁ UMA DOENÇA DE SOMBRAS

Pintura. J. A. M.



Há uma doença de sombras. Entranhadas no ar, nos ritmos apressados dos dias, nas pessoas que deambulam entre estes.
Mas as sombras são como todas as sombras: germinadas por uma luz. Esta luz é cega, distante, não se vê. Apenas alguns a pressentem. Por dentro, é por dentro que novas sementes rebentam e quando crescem o suficiente toldam os olhares. E algumas pessoas começam a ver novas flores que as outras não vêm, pois há uma doença de sombras.

Entre a vida e estes dias sonâmbulos instala-se um esquecido tempo sem nomes verdadeiros ou com demasiados nomes. Aparências. Muitas notícias em algazarra. Sinais para as pessoas se ampararem.
Alguns mais desesperados matam-se. Outros resignam-se, à espera. A morte, apesar de sempre presente, disfarça-se de esquecimento. Anda-se de um lado para outro, através de distrações perenes. No fundo, ninguém se vê a si próprio nem vê os outros, porque há uma doença de sombras. No entanto, alguns vislumbram o que parece ser natural. Falam destes tempos de mudanças, sem ninguém os escutar. Acomodam-se num silêncio de ouro que cresce somente para eles. Aparentemente. Outros ainda gritam sem ecos. Aparentemente, pois tudo é um vasto Mundo cada vez mais ligado.


( J. A. M.)

 

 

8.6.26

SOPRAR AS FRONTEIRAS

Pintura. J. A. M.

 
Mais uma vez, a aparente ausência do mundo
onde hoje o vento enlaça o silêncio
e amplia para longe da casa
as paredes interiores do corpo.
 
Mais uma vez a noite
exalta a perícia de um coração
empenhado no volátil fogo
que lentamente transgride a galáxia das veias
transformando as sombras espessas
em jubilosos rodízios de luzes
onde imagino conciliar o poema
com o irrevogável olhar de cada um.


( J. A. M. )

 

2.6.26

Avis Rara

CARTAZ da EXPOSIÇÃO

 

Próximo sábado, 6 de junho, (18h) em Avintes na Casa da Culturaa Exposição de Pintura "LABIRINTOS INCENDIADOS
de 
José Alberto Mar
(Curadora : Rosalina Santos)

Como chegar ao local:  https://maps.app.goo.gl/xzRowbpKCzmJfGM99

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 Avis Rara

José Alberto Mar afirma-se inequivocamente como artista visual, poeta e visionário. No vasto universo das suas obras, articula um campo visual que transcende a mera organização formal para se inscrever num domínio simbólico e especulativo. As composições estruturam-se a partir de uma linguagem criptografada, onde signos e sinais se dispõem segundo uma lógica interna que escapa à leitura imediata, exigindo do observador um exercício interpretativo sustentado (apelo à Neuroestética).
A matriz visual convoca referências às ciências ancestrais, sugerindo a presença de sistemas de conhecimento arcaicos, simultaneamente esotéricos e estruturantes, que operam como fundamento de uma possível linguagem universal.
Esta não se apresenta como código estável, mas como dispositivo aberto, em constante reconfiguração semântica, onde o sentido emerge da relação entre forma, ritmo e repetição.
O rigor compositivo, aliado à aparente fragmentação dos elementos, contribui para a construção de um sistema visual coeso, no qual se evidencia um estilo único, marcado pela tensão entre ordem e indeterminação. Neste contexto, as suas obras aproximam-se de uma exolinguística, entendida como um campo de significação que ultrapassa os limites da linguagem verbal e culturalmente codificada, operando num plano expandido da perceção e do pensamento.

 

-  Lanys  Arden. Tradução: J. A. M.~2026