27.2.17

o silêncio serpenteia-se nas ondas


 
O silêncio serpenteia-se nas ondas do ar a boca da noite abre as flores do coração curva os sons que tem sempre à mão e o tempo habita-nos mais ao sabermos nos olhos as sombras que se despedem das árvores onde os pássaros acolhem os primeiros tons do dia sob o lençol verde às tantas da manhã pelas cinco e tal ou quase assim começam a sinfonar uma visão acesa para quem esmorece ainda é cedo ainda há o segredo de haver um mundo contudo sagrado.
 

 ( José Alberto Mar.Cabo Verde. 2009. Transformado em Jan.2017)


 

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