José Alberto Mar. Com tecnologia do Blogger.

13.5.25

dos sons da harpa

Imagem Transformada. J. A. M.

Para a formação de 1 texto configuro uma consagração, um pequeno reflexo da consciência convertida em palavras. A subjetividade é inerente como a lapa na rocha. O que se pretende mostrar é a miragem do oceano que bate na rocha.
 
No mar Jónico há uma ilha que dá pelo nome de Ítaca. A norte o Monte Nirítos e a sul o Monte  Merovígli. Pelo meio oliveiras e vinhas. Seres humanos, também.
Estas geografias aparentemente aproximam-nos do texto. Um hiato para voltarmos a mergulhar. Trata-se de uma ilha.
Ulisses antes de ser rei de Ítaca (séc. XII a.c.*) deambulou por mundos, vivencias, pensamentos e sentires. Demorou-se em cada lugar onde acontecia esquecendo o seu destino. As mãos nas mãos, o rosto no rosto, o olhar no olhar, o corpo no lugar, a alma benfazeja. Durante infindáveis noites escurecia, perante os transitórios dias iluminava-se. Descobria em cada canto mediterrânico do mundo o seu espaço desabrochado em si.
Quando chegou a Ítaca a fiel Penélope abriu-lhe os braços e ambos morreram ambos renasceram e Mundo ficou irremediavelmente maior.


*segundo Homero.

 

(1ª versão.04-05-2025. J. A. M. )


 

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