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| Pintura. J. A. M. |
há o sol e as matérias primas
dentro do sangue dentro dos corpos
há os dias e as noites absortas
submersas até aos dedos
e ainda há o Mundo e as pessoas
os animais, as árvores, a Natureza
e a vastidão da respiração
que vem do coração da vida
seio de idades invadidas por tantos rostos
dentro do sangue dentro dos corpos
há os dias e as noites absortas
submersas até aos dedos
e ainda há o Mundo e as pessoas
os animais, as árvores, a Natureza
e a vastidão da respiração
que vem do coração da vida
seio de idades invadidas por tantos rostos
e há instantes imprecisos em que somos
quase inteiros
no útero de tudo onde as vozes se instalam
mas só às portas soltam as suas âncoras:
as palavras, as sombras que agora vos entrego.
O olho do universo dança-me na cabeça
ao sabor das luzes que giram
na alta nudez sem nome.
quase inteiros
no útero de tudo onde as vozes se instalam
mas só às portas soltam as suas âncoras:
as palavras, as sombras que agora vos entrego.
ao sabor das luzes que giram
na alta nudez sem nome.
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