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| CARTAZ. C.M.P. |
TRÍPTICO
ÀS IMAGENS NUAS
1 - Por vezes, alguém põe um
dedo na ferida. Quero dizer: alguém acorda a sombra geral dos seus nomes e os
nomes mergulham nos ritmos do sangue e logo as mãos crescem para os lugares e
os lugares crescem com elas e tudo fica mais Alto.
Há quem passe, olhe de lado e continue a sua vida. Outros há, que passam, e se detêm por um pormenor mais chamativo.
Há quem passe, olhe de lado e continue a sua vida. Outros há, que passam, e se detêm por um pormenor mais chamativo.
2 - Claro que todos os lados,
todos os nomes são pretextos e os lugares também. Nascemos e morremos por uma
graça indomável perdida no tempo. Andamos às voltas disto tudo enquanto por
dentro acordam e adormecem as sementes povoadas pelos estranhos frutos de
uma sede sem fim.
3 - Vozes e imagens que cantam a
Vida e o exemplo dos milhares de sóis, mesmo sabendo-se que para outros
olhares, há um abismo memorial nas cabeças uma outra idade outra boca menos
cercada pelos dons dos dias na transformação dos corpos.
( in, A PRIMEIRA IMAGEM.1998. J. A. M.)
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