José Alberto Mar. Com tecnologia do Blogger.

27.5.26

Pontos de vista

UNIVERSOS PARALELOS. J. A. M.

 

     José Alberto Mar afirma-se inequivocamente como pintor, poeta e visionário. No vasto campo das suas obras articula um campo visual que transcende a mera organização formal para se inscrever num domínio simbólico e especulativo. As composições estruturam-se a partir de uma linguagem criptografada, onde signos e sinais se dispõem segundo uma lógica interna que escapa à leitura imediata, exigindo do observador um exercício interpretativo sustentado.
     A matriz visual convoca referências às ciências ancestrais, sugerindo a presença de sistemas de conhecimento arcaicos, simultaneamente esotéricos e estruturantes, que operam como fundamento de uma possível linguagem universal. Esta não se apresenta como código estável, mas como dispositivo aberto, em constante reconfiguração semântica, onde o sentido emerge da relação entre forma, ritmo e repetição.
     O rigor compositivo, aliado à aparente fragmentação dos elementos, contribui para a construção de um sistema visual coeso, no qual se evidencia um estilo único, marcado pela tensão entre ordem e indeterminação. Neste contexto, a obra aproxima-se de uma exolinguística, entendida como um campo de significação que ultrapassa os limites da linguagem verbal e culturalmente codificada, operando num plano expandido da perceção e do pensamento.

 

- Lanys  Arden (2026) –

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