![]() |
| UNIVERSOS PARALELOS. J. A. M. |
José
Alberto Mar afirma-se inequivocamente como pintor, poeta e visionário. No vasto
campo das suas obras articula um campo visual que transcende a mera
organização formal para se inscrever num domínio simbólico e especulativo. As
composições estruturam-se a partir de uma linguagem criptografada, onde signos
e sinais se dispõem segundo uma lógica interna que escapa à leitura imediata,
exigindo do observador um exercício interpretativo sustentado.
A matriz visual convoca referências às ciências ancestrais, sugerindo a presença de sistemas de conhecimento arcaicos, simultaneamente esotéricos e estruturantes, que operam como fundamento de uma possível linguagem universal. Esta não se apresenta como código estável, mas como dispositivo aberto, em constante reconfiguração semântica, onde o sentido emerge da relação entre forma, ritmo e repetição.
O rigor compositivo, aliado à aparente fragmentação dos elementos, contribui para a construção de um sistema visual coeso, no qual se evidencia um estilo único, marcado pela tensão entre ordem e indeterminação. Neste contexto, a obra aproxima-se de uma exolinguística, entendida como um campo de significação que ultrapassa os limites da linguagem verbal e culturalmente codificada, operando num plano expandido da perceção e do pensamento.
A matriz visual convoca referências às ciências ancestrais, sugerindo a presença de sistemas de conhecimento arcaicos, simultaneamente esotéricos e estruturantes, que operam como fundamento de uma possível linguagem universal. Esta não se apresenta como código estável, mas como dispositivo aberto, em constante reconfiguração semântica, onde o sentido emerge da relação entre forma, ritmo e repetição.
O rigor compositivo, aliado à aparente fragmentação dos elementos, contribui para a construção de um sistema visual coeso, no qual se evidencia um estilo único, marcado pela tensão entre ordem e indeterminação. Neste contexto, a obra aproxima-se de uma exolinguística, entendida como um campo de significação que ultrapassa os limites da linguagem verbal e culturalmente codificada, operando num plano expandido da perceção e do pensamento.
-
Lanys Arden (2026) –



Sem comentários:
Enviar um comentário