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| PINTURA. J. A. M. |
2ª
E foi apenas um
voo, um lugar ampliado de recursos na pacífica alegria que a água reconhece, as
nuvens que dançam nesta luminosidade invadida de imagens.
Suspensa a
gravidade dos nomes, o ar torna-se palpável e os olhos já não precisam de vislumbrar
para pertencerem. O voo fixou-se. Transformou-se na imobilidade da árvore sagrada
cujos ramos mais altos tocam o mesmo céu que a raiz já conhece. O tempo agora
mede-se pela lentidão com que o musgo cobre a memória do que somos. Tudo se
recolhe na respiração de uma floresta, onde o rio, ao longe, continua a respirar
o corpo que pensei esquecer.



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