"José Alberto Mar afirma-se
inequivocamente como pintor, poeta e visionário. No vasto campo das suas
pinturas articula um campo visual que transcende a mera organização formal para
se inscrever num domínio simbólico e especulativo. As composições estruturam-se
a partir de uma linguagem criptografada, onde signos e sinais se dispõem
segundo uma lógica interna que escapa à leitura imediata, exigindo do
observador um exercício interpretativo sustentado. (…) O rigor compositivo,
aliado à aparente fragmentação dos elementos, contribui para a construção de um
sistema visual coeso, no qual se evidencia claramente um "estilo
único", marcado pela tensão entre ordem e indeterminação. (…) Neste
contexto, a sua arte ultrapassa os limites da linguagem verbal e culturalmente
codificada, operando num plano expandido da percepção e do pensamento."
30.9.26
Exposição de Pintura VIAGEM PARTILHADA
( 28 Set. a 20 Out.-2026)
(in, Catálogo. Texto resumido de Lanys Arden .
Crítico de arte contemporânea. 2026)
29.9.26
Exposição VIAGEM PARTILHADA
Exposição de pintura nos Paços do Concelho de Ponte da Barca.
(Curadoria e Direção do projeto de Rosalina Santos e Jorge Santos)
19.9.26
Só na morte irás descansar?
![]() |
| Pintura. J. A. M. |
Ainda uma palavra, mais
uma palavra
como se assim, confirmasse a vida
como se a vida o pedisse e necessitasse
o meu silêncio escuta esta ausência
cheia de inumeráveis perguntas
nas vozes erguidas
pelos desertos da alma, outras vezes
montanhas e vales refugiados
em paisagens sem vocábulos
abertos ás ilusórias distâncias
onde a alma é sempre semente
clamor dividido pelos dias
por onde divulgo o meu destino
espírito do mar envolvendo a luz
que procuro e encontro em cada olhar.
como se assim, confirmasse a vida
como se a vida o pedisse e necessitasse
o meu silêncio escuta esta ausência
cheia de inumeráveis perguntas
nas vozes erguidas
pelos desertos da alma, outras vezes
montanhas e vales refugiados
em paisagens sem vocábulos
abertos ás ilusórias distâncias
onde a alma é sempre semente
clamor dividido pelos dias
por onde divulgo o meu destino
espírito do mar envolvendo a luz
que procuro e encontro em cada olhar.
( J. A. M.)
13.9.26
Ilhas Errantes
| Pintura. J. A. M. |
A asa da surpresa
atravessa a noite.
As palmeiras
permanecem nos seus ramos
pousados.
Eu e ela, numa mesa
que se alonga pela escuridão.
Mais uma poncha,
não virá a mais
a poncha tem a virtude de ser vagarosa
e saber crescer como ilhas errantes,
desenhadas no alto das montanhas da cabeça.
pousados.
Eu e ela, numa mesa
que se alonga pela escuridão.
a poncha tem a virtude de ser vagarosa
e saber crescer como ilhas errantes,
desenhadas no alto das montanhas da cabeça.
( Arquipélago da Madeira. Porto Santo)
(J.A.M.)
8.9.26
Solilóquio
![]() |
| Pintura. J. A. M. |
Há alturas em que
os rios, as veias
da terra
realçam o que em nós
ainda é pedra, planta, semente
renegadas pelos hábitos
dos dias.
- Rasgando tal
pensamento
habito agora o novo nascimento
de um dia
a (pa)ciência demorada do diamante
o sol que ensina a exatidão da vertigem.
e volto ao lugar
das águas
o espírito escorreito dos leitos
as margens sonoras amparadas
pelas imensas florestas por conhecer.
Por fim, pressinto
um fio de ouro
no teu olhar
deixa que o fogo deste encontro
pupila a pupila avance e renasça.
da terra
realçam o que em nós
ainda é pedra, planta, semente
renegadas pelos hábitos
dos dias.
habito agora o novo nascimento
de um dia
a (pa)ciência demorada do diamante
o sol que ensina a exatidão da vertigem.
o espírito escorreito dos leitos
as margens sonoras amparadas
pelas imensas florestas por conhecer.
no teu olhar
deixa que o fogo deste encontro
pupila a pupila avance e renasça.
( J. A. M. )
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