8.4.11

Restaurante: Rosa

Vim jantar ao restaurante da Rosa, umas lulas com caril, por acaso bem-mal amanhadas, pois não tiveram fogo quanto baste, o chinóca da cozinha anda apressado sei lá porquê ? mas comi o suficiente, mastiguei esquecidamente os vegetais que debiquei na travessa, bebi um "Evel "branco  q.b. de fresco como convém a esta altura do ano e AH! …………    ………    …....   .......    ..    .
já está aqui o café & o bagaço da circunstância, que se apelida aqui! de saké de rosas .
e eu gosto desta coisa, nem sei bem se é pelo saké em si e o seu efeito em mim, se é pelas rosas, mas tenho a ligeira impressão neste momento , que é por tudo isto junto e depois estes chineses têm piada!
vendem-nos estes "bagaços" acomodados nuns cálices pikenos (como eles) e - eis a piada - quando a coisa tá Cheia: a gente espreita Lá para o Fundo e HÁ uma gaja (sempre uma gaja chinoca, é claro) está Lá mesmo no fundo, toda descascada numa pose, não é erótica, amiga & amigo, é Mesmo naquela base de "vem kerido, arma-te bem e vem(-me) desancar Toda que eu serei a tua querida e mansa escrava para toda a eternidade"

mas,,, mesmo para aqueles makakóides ( Tás a Ver?) , que andam nessa, afundados nos Desejos, a coisa fica por ali, pois a tal gaja despudorada não sai de+lá e Mais, vai desaparecendo aos poucos ou assim-assim-consoante-um-gajo-bebe - o saboroso néctar que irá enlaçar o estômago cheio, ou + ou - bem assim.
Os tais taradinhos do sexo, mesmo que não sejam "taradinhos" do álcool, depois da 1ª ilusão viram-se para a chinoca real que estiver + à mão & pedem: "EI!!!!! PZZZZZT!!!!! É Mais Um!" Às vezes, lembram-se de acrescentar o respectivo e apropriado "p.f.", porque sim. Outras vezes, só fazem os equivalentes gestos de pedir mais uma Coisa Daquilo e, claro, poupam N energias para o trabalho do dia seguinte, que o patrão deles é como os outros, etc.
E, voltam a mirar, com os olhos das suas almas desalmadas, mesmo esbugalhados de todo, a fêmea desarmada, que Os chama lá do fundo, mesmo ao lado da respectiva esposa também por ali, e " les petites files", que estão a "criar", como papás tão extremosos, meu deus ? (compreendem-me?)
Eu, Não.
Adiante.
Cá na minha ( voltando a centrar-me pois akele filme já tinha dado o que tinha a dar), pedi agora outro saké de rosas porque 1º: gosto de  um digestivo ao fim do jantar e em 2º lugar, ÓH como eu amo as rosas, eu amo todas as flores, eu amo as cores, eu amo os aromas, as elegâncias, os silêncios, as sombras, a permanente entrega aos outros e a si próprias, das rosas Ai! como eu sou 1 Amador de flores. S  e m  p  r  e  bem tranquilas, sempre à mão-de-semear de qualquer mão amiga ou matreira, eu amo despudoradamente estes objectos de deus, que - cada vez mais - me ensinam o que são as pinturas & as tais artes que os makakóides só enxergam, quando Lhes cheira ao "vil metal". En
Fim.



(200?)

1 comentário:

Anónimo disse...

Grata pelo sabor cuidado desta narrativa - com a fragância, à mistura, das flores (que o autor ama). Vertendo o bom sentido crítico, bem-humorado, sobre episódios da vida...

(Eugénia)