José Alberto Mar. Com tecnologia do Blogger.

23.4.25

houve 1 dia que cortei a cabeça

Foto baseada em escultura de artesão da Turquia. J. A. M.

 

      houve 1 dia que cortei a cabeça, falo metaforicamente, coloquei-a por baixo do braço mais disponível na altura, e fui passear-me. Não havia sangue, nem dramatismos. Apenas uma imagem deambulando pelas ruas sempre improváveis da vida, os olhares interrogados dos mortos, longinquamente o sopro subtil de um ato em princípio original nos catálogos gerais, mas claramente – a meu ver – perfeitamente integrado nas coisas real+mente vivas do mundo, isto é, da Natureza.

Nunca mais voltei atrás.

Aos poucos a maçada da posição resolveu-se per si tendo a cabeça entrado paulatinamente para dentro do corpo e indo posicionar-se naturalmente no oceano das infindáveis células  que ainda julgo ter.

     Deixei-me da ciência das máscaras. Hoje ando por aqui ou por ali ou por além, e há uma clareza consentânea e unânime, nos meus destinos.


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