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| Foto baseada em escultura de artesão da Turquia. J. A. M. |
houve 1 dia que cortei a cabeça, falo metaforicamente,
coloquei-a por baixo do braço mais disponível na altura, e fui passear-me. Não
havia sangue, nem dramatismos. Apenas uma imagem deambulando pelas ruas sempre
improváveis da vida, os olhares interrogados dos mortos, longinquamente o sopro subtil de um ato em princípio
original nos catálogos gerais, mas claramente – a meu ver – perfeitamente
integrado nas coisas real+mente vivas do mundo, isto é, da Natureza.
Nunca mais voltei atrás.
Aos poucos a maçada da posição resolveu-se per si tendo a cabeça entrado
paulatinamente para dentro do corpo e indo posicionar-se naturalmente no oceano
das infindáveis células que ainda julgo ter.
Deixei-me da ciência das máscaras. Hoje ando por aqui ou por ali ou por além, e há uma clareza consentânea e unânime, nos meus destinos.
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