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| Foto: J. A. M. |
uma data que regressa sempre
transparente à cabeça
um sino pendular nas cavernas do corpo
e então escutá-lo é abrir as potências
do sangue, dos pés até à raiz
dos cabelos, deixar crescer
a vida circular dos dias
pelo silêncio poderoso
se fundamenta um olhar
um sonho, uma estátua invisível
dentro da memória
acorda-se o esquecimento
mantendo a respiração de um país
entre muitos e muitos horizontes.
( J. A. M. ~ 1980. Alterado: 2025)
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