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| Foto ( Norte de Portugal) : J. A. M. |
Eis os sinais da espera. Enquanto já acontecem.
Como a flor de dentro para fora saboreia as novidades de outro mundo,
como a violência de um ser ao fissurar um outro estar, como o grito que foi
cascata de lágrimas silentes gotas de um mar de sal e sol encoberto num rosto guardado pelos espelhos de Narciso. Como se houvesse um som de porta que se
vai abrir e, não há porta nem qualquer abrigo.
Pois, eis a ponte.
A travessia. Do outro lado as paisagens são testemunhas de alguém que
gritou no meio dessa noite desconhecida, a lanugem de quem sofreu de solidão e
descompasso.
E o coração sente o apelo a chama que repentinamente é visita de novo.
O esquecimento persiste ou a indecisão cai como 1 raio na cabeça ou
então, tu decides: vou atravessar a ponte.
No casulo se germinam os sonhos, as douradas forças do sOl os parentes
desígnios sonoros da Fonte.
É por dentro que tudo se inicia.
Em Tudo. A Natureza esse espelho
de nós, espelho de água
para onde se entra e nunca mais
há regresso. Nunca mais
a escuridão é obreira de si
e a luz expande-se até onde és:
andarilho de uma voz incógnita
e o corpo curva-se ao levantar-se
e duas feridas iniciam o seu labor
cada uma no seu lugar conjunto
no ainda longínquo lugar das costas.
(J. A. M. ~ 3º rascunho.18-4-25)
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