| Pintura. J. A. M. |
Eis
o mergulho, a palavra
que se quebra, estilhaça e expande
o que habita em sono e ali suspira
em palpitações concêntricas
e quer desarrumar o que em si
encerra.
E
depois surge o olhar de cada um
o voo dos sentidos, os espaços
em que cada leitor se inventa.
Mas
nem a força dos dedos
toca a extenuada luz
que pulsa neste sopro.
Deixei-me
ser a boca que canta
o brilho que chama
a chama que segreda
este inseparável encontro.
que se quebra, estilhaça e expande
o que habita em sono e ali suspira
em palpitações concêntricas
e quer desarrumar o que em si
encerra.
o voo dos sentidos, os espaços
em que cada leitor se inventa.
toca a extenuada luz
que pulsa neste sopro.
o brilho que chama
a chama que segreda
este inseparável encontro.
( J. A. M. )


Sem comentários:
Enviar um comentário