"José Alberto Mar afirma-se
inequivocamente como pintor, poeta e visionário. No vasto campo das suas
pinturas articula um campo visual que transcende a mera organização formal para
se inscrever num domínio simbólico e especulativo. As composições estruturam-se
a partir de uma linguagem criptografada, onde signos e sinais se dispõem
segundo uma lógica interna que escapa à leitura imediata, exigindo do
observador um exercício interpretativo sustentado. (…) O rigor compositivo,
aliado à aparente fragmentação dos elementos, contribui para a construção de um
sistema visual coeso, no qual se evidencia claramente um "estilo
único", marcado pela tensão entre ordem e indeterminação. (…) Neste
contexto, a sua arte ultrapassa os limites da linguagem verbal e culturalmente
codificada, operando num plano expandido da percepção e do pensamento."
30.9.26
Exposição de Pintura VIAGEM PARTILHADA
29.9.26
Exposição VIAGEM PARTILHADA
19.9.26
Só na morte irás descansar?
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| Pintura. J. A. M. |
como se assim, confirmasse a vida
como se a vida o pedisse e necessitasse
o meu silêncio escuta esta ausência
cheia de inumeráveis perguntas
nas vozes erguidas
pelos desertos da alma, outras vezes
montanhas e vales refugiados
em paisagens sem vocábulos
abertos ás ilusórias distâncias
onde a alma é sempre semente
clamor dividido pelos dias
por onde divulgo o meu destino
espírito do mar envolvendo a luz
que procuro e encontro em cada olhar.
13.9.26
Ilhas Errantes
| Pintura. J. A. M. |
pousados.
Eu e ela, numa mesa
que se alonga pela escuridão.
a poncha tem a virtude de ser vagarosa
e saber crescer como ilhas errantes,
desenhadas no alto das montanhas da cabeça.
( Arquipélago da Madeira. Porto Santo)
(J.A.M.)
8.9.26
Solilóquio
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| Pintura. J. A. M. |
da terra
realçam o que em nós
ainda é pedra, planta, semente
renegadas pelos hábitos
dos dias.
habito agora o novo nascimento
de um dia
a (pa)ciência demorada do diamante
o sol que ensina a exatidão da vertigem.
o espírito escorreito dos leitos
as margens sonoras amparadas
pelas imensas florestas por conhecer.
no teu olhar
deixa que o fogo deste encontro
pupila a pupila avance e renasça.
30.8.26
Folha de Um Diário Perdido
| Imagem trabalhada. J.A.M. |
Aproximo a imagem para o interior
dos olhos. Dois sóis dançam
à-volta do silêncio
e a lua é uma metáfora do tempo
na transformação dos rostos.
Leve espelho de estrela pendurada
na brevíssima idade dos homens.
15.8.26
Eu Lembro a Cabeça Radiosa
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| PINTUARA. J. A. M. |
Depois veio a idade, as rodas fulgurantes do tempo
Já nem lembro o teu rosto, nem teu corpo, apenas as cinzas
do encontro.
Onde um fogo ainda arde e um ardor vindo de longe
escreve estas palavras
que me espantam e me despertam.
Que se expande, que se propaga.
14.8.26
houve 1 dia que cortei a cabeça
| Desenho. J.A.M. |
7.8.26
CORREDORES do TEMPO
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| QRC in Slow Reflection . Pintura de J. A. M. |
1.8.26
FOTOGRAFIA
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| Imagem construída. J. A. M. |
o olhar inclinado para algo prestigiado
num momento lá no fundo em que há a suspeita
de uma alma que inspira a matéria
e cintila num enigma coroado por várias margens.
e obstinado dom eloquente. Vem de longe.
Respira mistério. Ergue o espírito!
Afasta para longe a constância dos desertos.
criei este poema, estas alianças.
A beleza derrota-me.
24.7.26
EVOCAÇÃO ABANDONADA
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| PINTURA. J. A. M. |
2ª
18.7.26
EVOCAÇÃO ABANDONADA
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| PINTURA. J. A. M. |
1ª
Mais um dia preservado pelo rio onde me afogo. Reconheço a submissão das águas sobre o meu destino. Algo me abandona desvanecendo os caminhos, os trilhos, os mapas desenhados, pois a grande ilusão é metade secreta, metade translúcida. Tornou-se prodígio transformado que transborda o grito dos segredos e eis então: o estoico agoiro, a casa no meio da floresta, a carícia silente que desce do céu, o apaziguado sentido das coisas demoradas entre duas mãos adormecidas(...)
J. A. M.
30.6.26
POIS, NOSSO É O RETIRO
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| Obra. J. A. M. |
Escurecer as
palavras é fácil
num só clamor
dividido em
páginas
deixando caminhar
a luz abençoada
pela unidade
o ar que nos permite estremecer
o halo vidrado,
apoiado, perdido
na rebeldia do que é esperança
encontro, desejo e clamor
solidão e vigília.
( J. A. M. )
27.6.26
Divagação em Gaibu
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| Autor: Pintor amigo de Cuba. Fotografia. |
19.6.26
" LABIRINTOS INCENDIADOS".
Exposição de Pintura e Performance. Casa da Cultura. Avintes.Gaia. Porto.
6 junho a 11 julho-2026
12.6.26
HÁ UMA DOENÇA DE SOMBRAS
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| Pintura. J. A. M. |
8.6.26
SOPRAR AS FRONTEIRAS
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| Pintura. J. A. M. |
Mais uma vez, a aparente ausência do mundo
onde hoje o vento enlaça o silêncio
e amplia para longe da casa
as paredes interiores do corpo.
exalta a perícia de um coração
empenhado no volátil fogo
que lentamente transgride a galáxia das veias
transformando as sombras espessas
em jubilosos rodízios de luzes
onde imagino conciliar o poema
com o irrevogável olhar de cada um.
2.6.26
Avis Rara
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| CARTAZ da EXPOSIÇÃO |
(Curadora : Rosalina Santos)
Como
chegar ao local: https://maps.app.goo.gl/xzRowbpKCzmJfGM99
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Esta não se apresenta como código estável, mas como dispositivo aberto, em constante reconfiguração semântica, onde o sentido emerge da relação entre forma, ritmo e repetição.
O rigor compositivo, aliado à aparente fragmentação dos elementos, contribui para a construção de um sistema visual coeso, no qual se evidencia um estilo único, marcado pela tensão entre ordem e indeterminação. Neste contexto, as suas obras aproximam-se de uma exolinguística, entendida como um campo de significação que ultrapassa os limites da linguagem verbal e culturalmente codificada, operando num plano expandido da perceção e do pensamento.
- Lanys
Arden. Tradução: J. A. M.~2026 –
31.5.26
REGRESSO AO ESPANTO
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| Pintura. J. A. M. |
Duas buganvílias inclinadas sobre si. Inclinadas sob o sol. Inclinadas pelas sombras. Como um casal. Abraçado.
Eis o exemplo da Natureza no silêncio fundo do olhar, nos vastos horizontes das aspirações que nos acontecem.
O amor é um sopro festejado na sua procura. Entretanto a paixão é um asilo feroz, transfigura a carne em abandono.
Talvez um poema possa ser um espelho inquieto desse amor transformado em morada.
Olho as buganvílias, sinto um sopro ameno e o espanto regressa.
27.5.26
Pontos de vista
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| UNIVERSOS PARALELOS. J. A. M. |
A matriz visual convoca referências às ciências ancestrais, sugerindo a presença de sistemas de conhecimento arcaicos, simultaneamente esotéricos e estruturantes, que operam como fundamento de uma possível linguagem universal. Esta não se apresenta como código estável, mas como dispositivo aberto, em constante reconfiguração semântica, onde o sentido emerge da relação entre forma, ritmo e repetição.
O rigor compositivo, aliado à aparente fragmentação dos elementos, contribui para a construção de um sistema visual coeso, no qual se evidencia um estilo único, marcado pela tensão entre ordem e indeterminação. Neste contexto, a obra aproxima-se de uma exolinguística, entendida como um campo de significação que ultrapassa os limites da linguagem verbal e culturalmente codificada, operando num plano expandido da perceção e do pensamento.
-
Lanys Arden (2026) –




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