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| Pintura. J. A. M. |
O eco que se desvanece quando o olhamos – bem de frente – e já é um outro dom afastado do que julgamos ter encontrado.
Degrau a grau, uma luz desconhecida cresce através de nós.
textos poéticos e imagens & etc ~ José Alberto Mar ~
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| Pintura. J. A. M. |
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| Pintura. J. A. M. |
| Pintura. J. A. M. |
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| Pintura. J. A. M. |
| Pintura. J. A. M. |
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| Pintura. J. A. M. |
Vejo em
todos os gestos uma luz amparada
pelo silêncio que aspiro
o lugar onde qualquer semente pensa
sonhando com tudo
pois nada do que é fruto
acontece sozinho.
(J. A. M.)
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| Pintura. J. A. M. |
Desembarquei com aquele maralhal todos muito coloridos por todos os lados, à espera havia outros aromas atlânticos que me acompanharam até ao “café Mindelo” onde troquei algumas frases com uns amigos acerca de algo que talvez fosse relevante na altura. Para variar, fui jantar à esplanada do Grande Hotel, bem acompanhado pelo bulício redondo da Praça Nova e, por fim, abri-me à noite mindelense e fiquei com a impressão que fui engolido pela mesma francamente já não me lembro de + nada
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(2) "Pensa-se que o jogo terá sido inventado pelos egípcios que depois o levaram para a Ásia e Filipinas. Mais tarde, chega à África Negra, e região do Sahara. Por volta do século XV ou XVI, os escravos terão levado o úril da África para a América, mas atualmente apenas há registo de que se pratica nas Antilhas”, explica Albertino Graça, praticante de úril e autor do livro “Jogo de Uril: Regras, Estratégia e Teoria” (Edição da ONDS - Organização Nacional da Diáspora Solidária, Mindelo).
(J. A. M. ~ Ilha
de Santo Antão. Cabo Verde)
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| O JOGO. Pintura: J. A. M. |
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| Foto. J. A. M. |
(J. A. M. ~ Cabo Verde. Ilha de São Vicente. Mindelo)
| Imagem Transformada. J. A. M. |
*segundo Homero.
(1ª versão.04-05-2025. J. A. M. )
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| Pintura. J. A. M. |
O que havia a dizer?
Lá
descemos entretidos com os pés de cada um, a saltitarem de pedra em pedra, até
desembocarmos numa espécie de praia com a água muito transparente e a areia
prateada pelo pôr-do-sol que se diluía pelas águas até ao esquecimento.
Sentámo-nos
a olhar e a escutar o mundo à volta através daquele ponto de vista, dentro do
ponto de vista de cada um e os três juntos com as 6 vistas desarmadas,
despidas, deliradas.
Já
não sei, e nada me importa, o tempo (o tempo?...) que poisámos ali, a respirar
aquele lugar tão belo e simples irrealmente em tudo. Lembro-me vagamente que as
palavras eram coisas a mais e a ninguém lhe passou abordar tal
assunto.
Quando regressámos a Gaibu, numa camioneta que ainda circulava, já lá estava instalada uma noite claramente aberta ás nossas luzes.
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(1)
Sandálias de couro.
(2) Manacás, mulungas, ipês, com as suas flores de ouro, algumas das muitas
árvores ainda existentes e caraterísticas da Mata Atlântica no local.
(Gaibu.
Estado de Pernambuco. Brasil)
( Última versão a Abril de 2025.J. A. M. )
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| Pintura. J. A. M. |
| Imagem. J. A. M. |
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| Imagem. J. A. M. |
| Imagem. J. A. M. |
Depois de várias voltas por N ruas obscuras da cidade
pareceu-me que era por aquelas bandas que a festa começava a fervilhar. Num
passeio de uma rua desamparada, encontrei um banco à minha espera e pedi mesmo
ali à Sr.ª da roulotte uma cerveja
bem gelada. Recostei-me, costas com
parede e vice-versa, e pus-me a pastar vacarosamente o olhar à volta: havia de tudo o que era gente, jovens em
grupos soltos e felizmente assim, pessoas solitárias, alguns com ar de quem
procura desinspiradamente libertarem-se daquilo, outros já mais ancorados nas
suas derradeiras sortes, havia casais apaixonados que nem pássaros azurumbados,
havia também mulheres de todas as cores e as mais belas prendiam-me o olhar por
mais tempo, e logo depois, desapareciam pelas portas dos vários bares de onde
se soltavam canções às molhadas e, de quando em quando, tudo aquilo fundia-se
no fundo mais profundo do meu ser e dava-me sede para mais uma cerveja.
Por cima, a Grandiosa escuridão universal salpicada de
estrelas e uma clara sensação de vastidão completamente alheada de tudo.
A incerta altura, uma menina sozinha por fora e por dentro aproximou-se de mim, de cerveja na mão e sentou-se a meu lado. Depois continuou calada, ancorada e eu também não de cerveja na mão. Encostou a sua tristeza desarmada no meu ombro abrigada e eu comecei a cantar. As minhas canções eram peixes criados ali, para o seu mar. E sem darmos por isso, pousámos os olhos nos olhos e começámos a beijar-nos. Já o seu fundo sereno tinha um outro olhar. E uma paixão qualquer aconteceu naquele lugar.
Claro que o dia nasceu sem nos avisar
* Variedade de palmeira, com caraterísticas
singulares, também conhecida pelo povo como a “árvore da vida” e considerada o
símbolo do Estado do Ceará.
(Jacaúna. Estado do Ceará.
Brasil)
J. A. M.
Trabalho baseado em estudos científicos, no campo da neurologia e neurocardiologia. O coração possui um campo complexo de células neurológicas. O campo magnético deste, é muito superior ao do cérebro.*
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| Parque Natural Topes de Collantes (Cuba). Foto : J. A. M. |
(O OURO BREVE DOS DIAS, Livro de contos. Ed. do autor. J. A. M. 2021)
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| São Tomé e Príncipe. Foto: J. A.M. |
- Melhor que mencionar é ser borboleta à volta da
lâmpada.
- Transgredir o verbo é ofício de pescador.
- Exaltar os dias e as noites é o glorioso ofício dos loucos.
( J. A. M.)
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| Imagem trabalhada ~ J. A. M. |
| Autor: J. A. M. |
O intenso aroma da esteva com o seu sangue ou resina onde as borboletas se embriagam. Desde o sul de França, alongam-se até ás montanhas e vales do Douro, onde as suas flores com 5 pétalas outras menos outras mais brancas como as pombas da paz e depois dois pontos vermelhos de sangue pousado em cada uma e um centro amarelo a enaltecer o sol.
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| Foto ( Norte de Portugal) : J. A. M. |
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| Foto: J. A. M. |
( J. A. M. ~ 1980. Alterado: 2025)
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| Foto baseada em escultura de artesão da Turquia. J. A. M. |
houve 1 dia que cortei a cabeça, falo metaforicamente,
coloquei-a por baixo do braço mais disponível na altura, e fui passear-me. Não
havia sangue, nem dramatismos. Apenas uma imagem deambulando pelas ruas sempre
improváveis da vida, os olhares interrogados dos mortos, longinquamente o sopro subtil de um ato em princípio
original nos catálogos gerais, mas claramente – a meu ver – perfeitamente
integrado nas coisas real+mente vivas do mundo, isto é, da Natureza.
Nunca mais voltei atrás.
Aos poucos a maçada da posição resolveu-se per si tendo a cabeça entrado
paulatinamente para dentro do corpo e indo posicionar-se naturalmente no oceano
das infindáveis células que ainda julgo ter.
Deixei-me da ciência das máscaras. Hoje ando por aqui ou por ali ou por além, e há uma clareza consentânea e unânime, nos meus destinos.
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| Máscara & Foto: J. A. M. |